Política
Reforma: deputados do centrão decidem vetar BPC e aposentadoria rural
O grupo, que soma hoje 234 deputados, diz ainda que não vai permitir a ‘desconstitucionalização generalizada’ da Previdência
Embora seja a favor da Reforma da Previdência, o chamado ‘centrão’ — formado por MDB, PP, Podemos, DEM, PSDB, PRB e outros cinco partidos — quer retalhar alguns pontos importantes da proposta do governo. O grupo anunciou nesta terça-feira 26 que não aceitará mudanças nos benefícios a idosos e deficientes pobres (o BPC) e nas regras de aposentadoria rural.
O líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), leu nesta terça-feira no Plenário um manifesto das bancadas. Conforme o texto, o grupo não vai permitir a ‘desconstitucionalização generalizada’ da Previdência e defende que a reforma tenha como princípio a proteção aos mais pobres e vulneráveis. As bancadas somam hoje 234 parlamentares.
MDB e mais 10 partidos retiram da proposta da #NovaPrevidencia mudanças que prejudicam trabalhadores rurais, mais pobres e deficientes (BPC) pic.twitter.com/gIkbEZ13OK
➤ Leia também: Reforma militar poupa 6 vezes menos que extinguir pensão de filhas
— MDB na Câmara (@MDB_naCamara) March 26, 2019
➤ Leia também: Entenda como a reforma da Previdência aprofunda as desigualdades
Também nesta terça, a oposição — PDT, PT, PCdoB, PSB, PSOL e Rede — divulgou um manifesto contra a reforma. Juntos, esse partidos somam 133 deputados.
O centrão não anda nem um pouco satisfeito com a condução do executivo em prol da aprovação. Nos bastidores, líderes partidários estudam até resgatar a proposta de Michel Temer, sepultada no ano passado por inanição e escândalos sucessivos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



