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Política

Reação à Lava Jato e polarização criam clima de violência política

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9 de março de 2016

Preocupada com a radicalização do debate político, a presidenta Dilma Rousseff fez na terça-feira 8 um apelo: “No momento em que vivemos, mais uma vez, é necessário que a gente repita a importância da tolerância”, disse. 

A fala ocorreu dias após a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 24ª fase da Operação Lava Jato. A ação, realizada na sexta-feira 4, inflamou manifestantes pró e contra o PT e o governo. Os grupos se encontraram em frente ao prédio do petista, em São Bernardo do Campo (SP), e não tardou para que as provocações e agressões verbais dessem lugar a confrontos físicos, com feridos e detidos. Tudo registrado pelas câmeras de TV.

A oposição acusa Lula de incitação. Nesta semana, o DEM pediu a abertura de uma ação judicial contra o ex-presidente pelo conteúdo de seu discurso após a condução coercitiva. “Se quiserem me derrotar, vão ter que me enfrentar na rua”, disse Lula à militância petista, o que foi interpretado pelo DEM como uma fala violenta.  

A representação da sigla contra Lula cita, ainda, episódio de um ano atrás para justificar a ação. Em fevereiro de 2015, durante um ato em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, o ex-presidente disse que podia contar com o “exército” de João Pedro Stedile, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). “Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas”, disse Lula. 

Enquanto isso, o Movimento Brasil Livre (MBL), um dos que lidera os atos contra Dilma, aproveitou algumas das imagens de violência da sexta-feira 4 para ilustrar o vídeo de convocação para os protestos pelo impeachment, no próximo domingo 13.

O líder do MBL, Kim Kataguiri, que defende a extinção do PT, disse certa vez que o partido deveria “tomar um tiro na cabeça”. Em março passado, seu grupo incitou uma multidão de dezenas de milhares de pessoas contra jornalistas de CartaCapital.

Conjuntura acirra os ânimos

De lado a lado, há acusações de incitação à violência. O clima bélico, entretanto, parece ser resultado de um contexto de crise cada vez mais tenso, iniciado nas manifestações de 2013 e catalisado pelas eleições passadas.

“A violência que a gente vai vendo na rua é uma expressão mais concreta de uma radicalização que vem desde o período eleitoral”, afirma Renato Alves, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo.

Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), concorda que as eleições de 2014 foram um marco na retórica inflamada. “Vemos um estímulo a um clima de violência desde a campanha de eleitoral, tanto de um lado quanto de outro. Mas, do início de 2015 para cá, o que nós assistimos é a criação um sistemático clima de linchamento de quem defende o governo, o PT e o ex-presidente Lula”, diz o cientista político.

“Aquilo que aconteceu com o Chico Buarque no Rio de Janeiro vem acontecendo a milhares de pessoas no Brasil. Ele foi ofendido verbalmente, mas vemos agressões físicas por aí”, diz. “Com a condução coercitiva do ex-presidente Lula, esse clima de linchamento verbal, moral e físico vai aumentar.”

Para Lincoln Secco, professor de história da USP e autor do livro A História do PT, a ação autorizada pelo juiz Sergio Moro contra Lula, aliada a um racha que surgiu antes mesmo das eleições, mostra que o País passa por uma situação delicada.

“Estamos em uma situação de conflito permanente desde 2013. A campanha de 2014 foi muito violenta – uma violência mais verbal do que física –, e a oposição não deixa o governo governar desde que ele assumiu, em 2015″, afirma Secco. “Agora tivemos isso que, na prática, foi uma prisão do Lula por algumas horas”, continua. 

Secco lembra que “toda mobilização política, seja da direita ou da esquerda, comporta possibilidades de violência”, e avalia que insuflar seus apoiadores é uma estratégia política do PT neste momento. “A única coisa que resta ao Lula e ao PT é acirrar os ânimos”, diz.

O professor destaca que o PT não tem uma tradição de radicalização, mas afirma que o partido vive uma situação atípica. “Por um lado, não faz parte da tradição do Lula tomar decisões radicais; pelo contrário, a trajetória dele é de conciliação. Mesmo quando ele ameaça radicalizar, ele sabe que faz isso para negociar. Mas esta situação de agora é anormal”, avalia.

“A oposição do governo Dilma não quer negociar com ela, quer apenas derrubá-la. E os procuradores e juízes não querem respeitar os procedimentos legais, querem, na verdade, prender o Lula”, diz.

Retórica violenta, prática violenta

Ampliam a preocupação comentários que defendam a violência abertamente. Em agosto de 2015, um discurso do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, provocou críticas. “Somos defensores da construção de um projeto nacional de desenvolvimento. Isso implica ir para a rua entrincheirados, com arma na mão, se quiserem tentar derrubar a presidenta”, disse Freitas ao lado de Dilma.

Criticado, ele depois afirmou que havia usado uma “figura de linguagem” para se referir à força da mobilização, desculpa semelhante à de Kim Kataguiri, do MBL, e seu “tiro na cabeça” do PT.

Outros são mais assertivos e dispensam as “figuras de linguagem”. Foi o caso de Daniel Kieling, secretário-adjunto do PMDB no Rio Grande do Sul e integrante da Casa Civil do governador José Ivo Sartori. Nesta semana, ele escreveu em sua conta no Twitter que a “vagabundagem do PT e do MST” é merecedora de “bala na cara, cadeia, tiro, porrada e cacete”.

O post foi apagado e, mais tarde, Kieling escreveu: “Se eu sofrer represálias por minha opinião saibam, foi o PT”. O peemedebista foi apoiado por inúmeros de seus seguidores na rede social.

Se a retórica inflamada está nos dois lados, os atos violentos, em sua maioria, têm como alvo o PT. Apenas em 2015, cinco diretórios do partido foram atacados. Em 2016, ao menos um, o de Belo Horizonte, foi também vandalizado. Em julho do ano passado, o alvo foi o Instituto Lula.

Para Fornazieri, a escalada da violência também tem raízes no baixo engajamento político do brasileiro e no fato de termos, hoje, uma opinião pública com os nervos à flor da pele. “Temos um clima bastante despolitizado e de muita emoção. A violência política normalmente prospera nesses ambientes de baixa politização, baixa organização e baixo engajamento político orgânico.”

Sem perspectivas de um alívio na crise ou mesmo na polarização, cabe às autoridades separar as manifestações favoráveis e contrárias ao governo. Um encontro entre grandes grupos pode ensejar uma tragédia, como lembrou na terça-feira 8 o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ao dizer que é preciso “evitar o pior”. “Receio um conflito. Receio, inclusive, o surgimento de um cadáver”, disse.

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