Política

Ratinho, Caiado e Leite: o que indicam as pesquisas sobre o plano presidencial do PSD

A definição de quem representará o partido na disputa presidencial caberá a um colegiado interno

Ratinho, Caiado e Leite: o que indicam as pesquisas sobre o plano presidencial do PSD
Ratinho, Caiado e Leite: o que indicam as pesquisas sobre o plano presidencial do PSD
Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução redes sociais
Apoie Siga-nos no
Eleições 2026

Com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o PSD passa a reunir três potenciais candidatos à Presidência da República. Já figuravam nesse grupo os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

A definição de quem representará o partido na disputa presidencial caberá a um colegiado interno. Segundo apurou CartaCapital, o grupo é formado pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, além de Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo.

A chegada de Caiado reforça a tendência de Tarcísio de Freitas (Republicanos) não se lance à Presidência. Kassab afirmou reiteradas vezes que apoiaria o governador paulista caso ele decidisse enfrentar Lula (PT).

O anúncio da filiação de Caiado ocorreu no fim da noite de terça-feira, 27. Ainda não há, portanto, pesquisas que o incluam como presidenciável já nas fileiras do PSD. Até aqui, o goiano vinha sendo testado em sondagens como pré-candidato do União Brasil, legenda à qual era filiado.

Ratinho Jr.

Na disputa entre os três presidenciáveis do PSD, quem desponta com mais vigor é Ratinho, conforme dois levantamentos publicados neste mês.

Em 14 de janeiro, na Quaest, o governador do Paraná oscilou entre 7% e 11% das intenções de voto, a depender do cenário. Em uma simulação sem Tarcísio, marcou 9%, ficando em terceiro lugar, atrás de Lula (35%) e de Flávio Bolsonaro (PL), com 26%. Caiado apareceu com 4%.

Na mesma sondagem, o governador de Goiás variou entre 3% e 5% no primeiro turno. Seus melhores desempenhos ocorreram em cenários com menor fragmentação da direita — sem a presença, por exemplo, de Ratinho e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Nas projeções de segundo turno, Lula venceria Ratinho, por 43% a 36%, e Caiado, por 44% a 33%.

Eduardo Leite

A Quaest não considerou Eduardo Leite em qualquer cenário em seu mais recente levantamento.

O gaúcho, contudo, apareceu — sem grande destaque — na pesquisa AtlasIntel publicada em 21 de janeiro. Em um dos cenários de primeiro turno, com uma improvável configuração, amealhou 1,7% das intenções de voto, atrás de Lula, com 48,2%; Michelle Bolsonaro (PL), com 30%; Caiado, com 11,3%; e Renan Santos (Missão), com 3,9%.

Ronaldo Caiado

Na AtlasIntel, Caiado foi de 2,9% a 15,2% no primeiro turno. Seu melhor resultado aconteceu em um desenho sem Flávio Bolsonaro, no qual despontou à frente de Ratinho (9,4%). O paranaense, por sua vez, oscilou entre 1,7% (em um cenário com Flávio e Tarcísio) e 9,4%.

No segundo turno, novamente, todos perdem para Lula: Caiado, por 49% a 39%; Ratinho, por 49% a 39%; e Leite, por 49% a 23%.

Ainda é cedo para medir o impacto eleitoral da migração de Caiado para o PSD, seja positivo ou negativo. Até aqui, porém, Ratinho Junior aparece como o nome mais competitivo e, nos bastidores, é visto como o favorito de Kassab. Com Tarcísio mais inclinado a disputar a reeleição em São Paulo, o governador do Paraná também pode tentar herdar o apoio de setores do mercado financeiro que viam no paulista seu candidato preferencial.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo