Política

Quem é o general que está na mira da PF por participação nos atos golpistas

Ridauto Lúcio Fernandes, alvo da Lesa Pátria, foi auxiliar de Pazuello até o último dia de governo Bolsonaro; ele chegou à pasta para substituir Roberto Dias, que pediu propina nas negociações da vacina

General da reserva, Ridauto Lúcio Fernandes Foto: Divulgação/Exército Brasileiro
Apoie Siga-nos no

O general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes é o alvo da nova fase da operação Lesa Pátria, que mira executores, financiadores e incitadores da tentativa de golpe de 8 de Janeiro. Ele teve o endereço revistado pela Polícia Federal nesta sexta-feira 29.

A suspeita é de que o militar seja um dos idealizadores da tentativa de golpe. Ele teria, segundo a TV Globo, feito parte do grupo que iniciou a invasão. De acordo com o canal, esse grupo seria formado por membros do Exército com treinamento e conhecimento do local invadido. Eles aparecem de balaclava e luvas nas imagens daquele dia.

O general não foi preso, mas teve, além do endereço revistado em Brasília, ativos e valores bloqueados. A determinação foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal. A iniciativa busca garantir o ressarcimento dos prejuízos causados pela depredação, estimado, segundo a PF, em 40 milhões de reais.

Atuação no governo Bolsonaro

Além de integrante do generalato do Exército brasileiro, Ridauto Lúcio Fernandes foi membro do governo de Jair Bolsonaro. Nomeado em julho de 2021, ele ocupou o posto de diretor de Logística do Ministério da Saúde até o último dia da gestão do ex-capitão.

Na pasta, ele chegou ao cargo para auxiliar o então ministro Eduardo Pazuello após a demissão de Roberto Dias, que pediu propina nas negociações de compra de vacinas contra a Covid-19 na pandemia.

No Exército, informa a publicação oficial da Força, o último cargo de Ridauto foi o de comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, em 2018. Em fevereiro daquele ano ele passou para a reserva.

Um perfil publicado em páginas militares também informa que o general é Diretor de Segurança e Defesa do Instituto Sagres e Sócio fundador do Instituto Brasileiro de Segurança e Justiça.

Participação no 8 de Janeiro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A presença de Ridauto no 8 de Janeiro já era pública. Naquele dia, ele mesmo gravou imagens mostrando seu rosto enquanto golpistas destruíam o local.

Na gravação, ele aparece de camisa do Brasil, enrolado em uma bandeira e dizendo estar ‘arrepiado’ com a invasão. Na ocasião, ele também faz críticas aos agentes de segurança que tentaram impedir, com bombas de gás, a entrada de manifestantes nos prédios.

Nas redes, é possível encontrar publicações do general em defesa de um golpe de Estado. Em uma publicação ele chega a dizer que ‘morreria e mataria’ pelo Brasil.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo