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Queimando a largada

Zema busca ocupar o vácuo de Bolsonaro, mas começou cedo demais a campanha para a Presidência em 2026

CPI. Durante a pandemia, Zema reduziu os investimentos em saúde mesmo tendo dinheiro em caixa. Seu secretário e alguns subordinados furaram a fila da vacinação - Imagem: Fábio Ortolan/ACMinas e Guilherme Dardanhan/ALMG
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Recebido aos gritos de “Zema presidente” na cerimônia de posse no Palácio da Liberdade, após a folgada reeleição no primeiro turno, com 6 milhões de votos, Romeu Zema só pensa naquilo. Embora tenha um farto rol de problemas para lidar nos próximos quatro anos, o governador de Minas Gerais está decidido a ocupar o espaço político que progressivamente vem sendo deixado vago por Jair Bolsonaro.

Para se consolidar como nome forte contra o candidato de Lula em 2026, Zema não perde uma oportunidade de bater no PT e no novo governo, embora o eventual sucesso de seu segundo mandato dependa fortemente da renegociação das dívidas estaduais com a União. Buscando saí­da honrosa de um partido que, apesar de chamado de Novo, sofre de senilidade precoce, o governador irritou o presidente ao afirmar que Lula fez “vista grossa” para a invasão às sedes dos Três Poderes: “Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital, do governo federal, que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse, posteriormente, de vítima”, disse à Rádio Gaúcha.

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