Quebra de sigilo revela indícios de ‘rachadinha’ em gabinete de Jair Bolsonaro

O processo investiga o senador Flávio Bolsonaro

O Recruta Zero e seus Zeros à esquerda, Flávio, Eduardo e Carlos (Foto: Roberto Jayme/ASCOM)

O Recruta Zero e seus Zeros à esquerda, Flávio, Eduardo e Carlos (Foto: Roberto Jayme/ASCOM)

Política

A quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro e de mais 100 pessoas investigadas no processo das rachadinhas revelou indícios da prática também no gabinete de Jair Bolsonaro, quando ele ainda era deputado federal. A informação é do UOL.

 

 

De acordo com a matéria, funcionários que trabalharam para Bolsonaro em seu gabinete na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles receberam 764 mil reais líquidos, entre salários e benefícios, e sacaram um total de 551 mil.

O intenso volume de saques dos assessores do pai é bastante semelhante aos dos funcionários do filho. O padrão chama atenção porque foi identificado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como parte do método da suposta organização criminosa que atuava dentro do gabinete de Flávio na Alerj.

A partir dos saques, os salários eram transformados em dinheiro vivo e entregues a operadores da “rachadinha”.

 

Carlos Bolsonaro 

O filho 02 do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, também teve movimentações que indicam a prática de rachadinha em seu gabinete.

Ao menos quatro funcionários do gabinete do vereador sacaram 87% de seus salários. Juntos, eles retiraram um total de 570 mil, também em dinheiro vivo.

O MP-RJ apura se o vereador contratou “funcionários fantasmas” e foi beneficiado por um esquema de “rachadinha”.

 

MPF recorre contra fim do sigilo 

O Ministério Público Federal apresentou, no domingo 14, um recurso contra a decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça de anular a autorização de quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro e outras 100 pessoas.

Os ministros do STJ consideraram que faltou fundamentação na decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, ao quebrar o sigilo. A decisão foi dada em 22 de fevereiro.

Os ministros devem se reunir na terça-feira 16 para julgar o caso.

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