Política
Quaquá cogita abrir mão de candidatura à presidência do PT em busca de consenso por líder do MST
Quem desponta como favorito para assumir a presidência do PT, em julho, é Edinho Silva, o ex-prefeito de Araraquara que conta com apoio de Lula
O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá (RJ), cogita abrir mão de sua candidatura à presidência do partido em favor de João Paulo Rodrigues, cientista social e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
À reportagem, Quaquá pontuou que esse recuo se deve à necessidade de construir uma alternativa que dialogue com os empresários e lideranças do centro político. É esperado que a decisão seja oficializada durante uma reunião da corrente Construindo Um Novo Brasil, da qual ele faz parte, embora aliados do prefeito estejam cientes da articulação desde o início da semana.
No ano passado, João Paulo teve o nome ventilado para a disputa, mas desistiu da empreitada após não conseguir reunir apoio interno. Apesar disso, pessoas próximas ao líder dos sem-terra afirmam que ele mantém o desejo de participar da sucessão interna. Ele não respondeu aos contatos da reportagem sobre o assunto.
“Ser presidente do PT seria uma honra, mas me traria sobrecarrega de trabalho. Se surgir um nome que tenha conexão forte com o povo e com os movimentos sociais e, ao mesmo tempo, capacidade de dialogar com todas as forças políticas e empresariais do País, toparia abrir mão e construir a unidade no PT”, diz Quaquá a CartaCapital, antecipando que, para ele, esse nome seria o de João Paulo.
O dirigente partidário e João Paulo têm um encontro previsto para a sexta-feira 9, em São Paulo, durante a Feira Nacional da Reforma Agrária. Será desta conversa que sairá a palavra final sobre qual nome estará na disputa pelo comando da legenda. Caso o coordenador do MST rejeite o convite, Quaquá diz que manterá sua candidatura até o fim.
Hoje, quem desponta como favorito para assumir a presidência do PT em julho é Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) que também integra a CNB e conta com apoio de Lula. Seu nome, porém, é visto com reservas por outras tendências do partido. Também são postulantes à vaga o deputado federal Rui Falcão, que já comandou a sigla por duas vezes, Romênio Pereira e o historiador Valter Pomar.
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