Política

Quantos Malufs valem uma Erundina?

Anunciada como vice de Haddad (PT), ex-prefeita diz que vai rever aliança após apoio de Maluf ao petista. Direção do PT está incomodada

Haddad ao fundo, Lula e Maluf na casa do deputado federal, nesta segunda-feira 18. Foto: Rodrigo Coca/Fotoarena/Folhapress
Haddad ao fundo, Lula e Maluf na casa do deputado federal, nesta segunda-feira 18. Foto: Rodrigo Coca/Fotoarena/Folhapress

Depois de meses estagnada, a campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo havia recebido uma boa notícia neste domingo 17 à noite: o candidato subia pela primeira vez nas pesquisas. As notícias, no entanto, pioraram durante esta segunda-feira 18. O deputado federal pela manhã. Passadas poucas horas, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ameaça abandonar o barco petista.

Escolhida como candidata a vice-prefeita na chapa de Haddad, Erundina afirmou que não aceita a aliança com Maluf em entrevista ao site do jornal O Globo. Na entrevista, Erundina disse que a situação é muito constrangedora. “Vou conversar com o meu partido. Meu partido tem outros nomes, não tem problema nenhum. Mas eu não aceito”. Erundina é um antigo desafeto de Maluf, com quem ela competiu pela prefeitura na eleição em que saiu vitoriosa, em 1988.

O PT e o PSB foram pegos de surpresa pela atitude de Erundina. As direções dos dois partidos dizem ter tomado conhecimento da posição dela pela imprensa e que só vão se pronunciar após se reunirem com a deputada.

Erundina foi anunciada como vice na última sexta-feira 15. Na ocasião, ela havia dito que uma aliança com Maluf não pautaria o projeto político da coligação. “Ele não é prefeito nem vice-prefeito. Quem vai governar conosco é o povo”. Ela endureceu o tom em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo, que já não foi bem recebida pelo PT. A direção petista está incomodada com o fato de Erundina não consultar a campanha antes de se pronunciar.

Dirigentes do PT acreditam que a insatisfação tenha se agravado com a presença de Lula na casa de Maluf. O ex-presidente não esteve no evento que selou a união entre PT e PSB na capital na última sexta. A fotografia em que aparece ao lado de Haddad e do cacique do PP foi exigência de Maluf. A aliança com o ex-inimigo tem como maior objetivo agregar ao programa eleitoral petista 1min35. Com o tempo do PP, Haddad passaria a ter maior exposição no rádio e na tevê do que José Serra (PSDB). Pergunta: todo o desgaste compensa?

Depois de meses estagnada, a campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo havia recebido uma boa notícia neste domingo 17 à noite: o candidato subia pela primeira vez nas pesquisas. As notícias, no entanto, pioraram durante esta segunda-feira 18. O deputado federal pela manhã. Passadas poucas horas, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ameaça abandonar o barco petista.

Escolhida como candidata a vice-prefeita na chapa de Haddad, Erundina afirmou que não aceita a aliança com Maluf em entrevista ao site do jornal O Globo. Na entrevista, Erundina disse que a situação é muito constrangedora. “Vou conversar com o meu partido. Meu partido tem outros nomes, não tem problema nenhum. Mas eu não aceito”. Erundina é um antigo desafeto de Maluf, com quem ela competiu pela prefeitura na eleição em que saiu vitoriosa, em 1988.

O PT e o PSB foram pegos de surpresa pela atitude de Erundina. As direções dos dois partidos dizem ter tomado conhecimento da posição dela pela imprensa e que só vão se pronunciar após se reunirem com a deputada.

Erundina foi anunciada como vice na última sexta-feira 15. Na ocasião, ela havia dito que uma aliança com Maluf não pautaria o projeto político da coligação. “Ele não é prefeito nem vice-prefeito. Quem vai governar conosco é o povo”. Ela endureceu o tom em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo, que já não foi bem recebida pelo PT. A direção petista está incomodada com o fato de Erundina não consultar a campanha antes de se pronunciar.

Dirigentes do PT acreditam que a insatisfação tenha se agravado com a presença de Lula na casa de Maluf. O ex-presidente não esteve no evento que selou a união entre PT e PSB na capital na última sexta. A fotografia em que aparece ao lado de Haddad e do cacique do PP foi exigência de Maluf. A aliança com o ex-inimigo tem como maior objetivo agregar ao programa eleitoral petista 1min35. Com o tempo do PP, Haddad passaria a ter maior exposição no rádio e na tevê do que José Serra (PSDB). Pergunta: todo o desgaste compensa?

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