Política
Quaest: Paes lidera com folga a corrida pelo governo do RJ em 2026
Prefeito da cidade do Rio pode ser eleito em primeiro turno para governar o estado, segundo o levantamento
Atualmente no quarto mandato na prefeitura da cidade do Rio, Eduardo Paes (PSD) tem boas chances de trocar de cargo e assumir o governo do estado do Rio de Janeiro após as eleições de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira 22 pela consultoria Quaest.
O levantamento, feito em parceria com a Genial Investimentos, mostra Paes com 35% das intenções de votos. O mais próximo na disputa é o deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), presidente da Assembleia Legislativa do estado, que soma 9%. Chama atenção o alto índice de pessoas que afirmam que votarão em branco, nulo ou se abster: 30%.
Confira os números:
- Eduardo Paes (PSD) – 35%
- Rodrigo Bacellar (PL) – 9%
- Washington Reis (MDB) – 5%
- Monica Benicio (PSOL) – 4%
- Italo Marsili (Novo) – 2%
- Indecisos – 15%
- Branco/nulo/não vai votar – 30%
Paes tem vantagem bastante folgada em quase todos os grupos analisados: por gênero, escolaridade, renda e faixa etária. Quando analisadas as intenções de voto por religião, Bacellar cresce entre os evangélicos, chegando a 13% das intenções de voto, mas ainda sem ameaçar o prefeito do Rio, que aparece com 28%.
Aprovação de Castro melhora
O atual governador, Cláudio Castro (PL), que está em segundo mandato e não pode concorrer à reeleição, tem o trabalho aprovado por 43% dos eleitores, enquanto 41% desaprovam. A situação é de empate técnico, mas o cenário para o governador é melhor, já que em outra pesquisa feita pela Quaest, em fevereiro, ele tinha 42% de aprovação, mas a desaprovação era bem maior: 48%.
Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, a Quaest perguntou ainda aos participantes se Castro merece eleger um sucessor. O cenário não é bom para Bacellar, que deve ser o candidato da situação: 57% dizem que não, e apenas 34% afirmam que sim.
A Quaest ouviu 1.404 eleitores em 42 municípios fluminenses. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.




