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Quaest: Eleitores veem Lula mais forte após encontro com Trump

Maioria da população quer que o brasileiro estabeleça relação amigável com o presidente dos EUA

Quaest: Eleitores veem Lula mais forte após encontro com Trump
Quaest: Eleitores veem Lula mais forte após encontro com Trump
Trump acompanha trecho do discurso de Lula na ONU – Foto: UN Photo/Mark Garten
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está fortalecido politicamente depois do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em setembro. É o que indica pesquisa divulgada nesta quarta-feira 8 pela consultoria Quaest em parceria com a Genial Investimentos.

Segundo 49% dos participantes, Lula se fortaleceu após o contato com o presidente dos EUA e a abertura para o diálogo. Outros 27% dizem que o petista está “mais fraco”. Para 10%, o brasileiro não está “nem mais forte, nem mais fraco” após a breve conversa com o norte-americano.

Quando avaliados os diferentes posicionamentos políticos, as diferenças são evidentes. A maioria dos eleitores de esquerda, tanto lulistas quanto os não lulistas, vê o fortalecimento do presidente brasileiro. O cenário é diferente entre os eleitores de direita – embora ainda haja percentuais razoáveis de pessoas que veem que Lula se fortaleceu, mesmo entre os bolsonaristas.

Quando perguntados se Lula deveria se esforçar ou não para se encontrar pessoalmente com Trump, o público se divide. É importante destacar que a pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro. Os pesquisadores, portanto, foram às ruas antes da conversa entre os dois presidentes por videoconferência, que aconteceu na segunda-feira 6.

Para a maioria dos entrevistados, Lula deve manter uma postura amigável perante o presidente dos EUA – algo que, segundo relatos dos dois líderes, já aconteceu na conversa por videoconferência da última segunda.

Além disso, mais de metade dos participantes da pesquisa aposta que Lula e Trump “vão se dar bem” depois de se encontrarem. Ou seja, a aposta é que a “química” citada pelo presidente dos EUA vai prosseguir.

Foram ouvidas 2.004 pessoas, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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