CartaExpressa

Quaest: 76% dos brasileiros apoiam a ofensiva de Lula por juros mais baixos

Para 46%, Roberto Campos Neto, estaria agindo com ‘interesses políticos’ ao lidar com a inflação

Quaest: 76% dos brasileiros apoiam a ofensiva de Lula por juros mais baixos
Quaest: 76% dos brasileiros apoiam a ofensiva de Lula por juros mais baixos
Tomaz Silva / Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

As iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar forçar uma queda na taxa básica de juros, hoje fixada em 13,75%, contam com o apoio de 76% dos brasileiros, segundo levantamento publicado nesta terça-feira 14 pela Quaest. 16% não concordam com a estratégia, enquanto outros 8% não souberam responder.

De acordo com a pesquisa, há um amplo desconhecimento sobre o tema. 46% disseram não saber ou não responderam quando questionados sobre quem é o responsável por definir a taxa de juros no Brasil.

Ainda segundo a Quaest, 46% afirmaram que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, estaria agindo com “interesses políticos” ao lidar com a inflação. Para outros 37%, ele atuaria “usando critérios técnicos”. Os que não souberam responder somam 17%.

A atuação do chefe da autoridade monetária é alvo de críticas de integrantes do governo. Na segunda 12, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que orienta as bancadas da Câmara e do Senado a convocarem Campos Neto para explicar a taxa de juros.

Há quatro reuniões o Comitê de Política Monetária mantém a Selic em 13,75% ao ano e, mesmo com as críticas, sinaliza disposição de conservar os juros elevados.

A Quaest entrevistou presencialmente 2.016 pessoas maiores de 16 anos, entre 10 e 13 de fevereiro, em 120 municípios. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais, considerando um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Genial.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo