Política

PT vai ao MP para barrar almoço de ‘aniversário’ do golpe de 1964

Glorificar a ditadura é uma afronta à memória das vítimas, sustenta o partido. Organização do evento é do Clube Militar do Rio de Janeiro

PT vai ao MP para barrar almoço de ‘aniversário’ do golpe de 1964
PT vai ao MP para barrar almoço de ‘aniversário’ do golpe de 1964
Protesto durante a ditadura no Brasil, iniciada em 1964. Foto: Reprodução
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A bancada do PT na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pediu ao Ministério Público que proíba a realização de um almoço comemorativo ao “aniversário” do golpe militar de 1964. O evento, previsto para a próxima segunda-feira 31, é organizado pelo Clube Militar do Rio. O ofício também foi encaminhado ao Ministério Público Federal.

No documento, os parlamentares argumentam que o ato faz apologia a crimes contra a democracia e a ordem constitucional. Eles pedem uma investigação para responsabilizar civil e criminalmente os organizações do almoço, além da adoção de medidas judiciais para impedir o evento.

“A glorificação de um dos períodos mais obscuros da história brasileira é uma afronta à memória das famílias vítimas dessa violência e incita a população a ideias fascistas e antidemocráticas”, sustenta a deputada Marina do MST, líder da bancada petista.

O encontro, definido como uma “rememoração do movimento democrático de 31 de março de 1964”, ocorre anualmente na sede da associação. “Será um almoço por adesão para comemorar os 61 anos desse evento histórico”, diz o anúncio, publicado no site do Clube Militar. A entrada custa 100 reais.

Uma das presenças previstas na edição deste ano é a do desembargador aposentado Sebastião Coelho. Ele trabalhava no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios desde 1991, mas deixou a magistratura em 2023, após manifestações extremistas e ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O Conselho Nacional de Justiça também o investiga por fustigar integrantes da Corte durante um julgamento de envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Atualmente, Coelho é advogado de réus da invasão bolsonarista aos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

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