Política

PT deve apoiar o pai de Motta na disputa pelo Senado na Paraíba

O diretório local tende a endossar a chapa encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP)

PT deve apoiar o pai de Motta na disputa pelo Senado na Paraíba
PT deve apoiar o pai de Motta na disputa pelo Senado na Paraíba
O presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O diretório do PT na Paraíba se encaminha para formalizar o apoio à chapa do governador Lucas Ribeiro (PP), que tem como um dos postulantes ao Senado o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

O entendimento foi firmado nesta quarta-feira 8, em reunião com a cúpula nacional da sigla, em Brasília, e deve ser referendado em encontro do partido no estado, previsto para a manhã do sábado 11.

Como contrapartida, dirigentes petistas defendem a indicação do candidato a vice na chapa de Ribeiro. Também está em discussão a apresentação de uma carta-compromisso, com diretrizes programáticas, como forma de balizar a aliança. Além de Wanderley, a composição inclui o ex-governador João Azevêdo (PSB), que deve disputar a outra vaga do estado no Senado.

O movimento ocorre em meio às dificuldades do presidente Lula para organizar os palanques no Nordeste, região estratégica em sua busca pelo quarto mandato. Conforme mostrou CartaCapital, a fragmentação da base aliada tem provocado rusgas na definição de candidaturas e alianças em diversos estados.

Na Paraíba, dois aliados disputavam as bênçãos do PT: Ribeiro, que assumiu o governo estadual para concorrer à sucessão de João Azevêdo, e o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), que renunciou ao cargo na semana passada para ser candidato.

A aliança, além de assegurar maior tempo de propaganda eleitoral, era considerada estratégica por ambos os grupos, sobretudo pelo peso do eleitorado lulista no estado.

Ainda que tenham críticas à atuação de Motta à frente da Câmara, aliados de Lula afirmam, sob reserva, que o apoio à candidatura de Nabor seria o caminho natural do partido, sob risco de prejudicar a relação do Palácio do Planalto com a cúpula da Casa.

Esses interlocutores, contudo, consideram a possibilidade de um “palanque triplo” no estado, já que Lucena, Ribeiro e o historiador Lúcio Flávio, pré-candidato do PSOL, devem pedir votos para Lula.

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