Política

PT amplia pressão sobre Haddad por candidatura em São Paulo

Plano A de Lula para o pleito paulista, o ministro da Fazenda tem demonstrado resistência a concorrer

PT amplia pressão sobre Haddad por candidatura em São Paulo
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O ministro Fernando Haddad. Foto: DIogo Zacarias/MF
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Chefe da articulação política do governo Lula, a ministra Gleisi Hoffmann (PT) defendeu nesta quarta-feira 28 que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dispute a eleição deste ano, algo a que o chefe da equipe econômica tem demonstrado resistência. Ele poderia concorrer ao governo de São Paulo ou buscar uma cadeira no Senado.

“Todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa. Eu defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro (Haddad), sejam candidatos neste processo eleitoral”, disse Gleisi, ex-presidenta do PT, a jornalistas em Brasília. Ela ressaltou, porém, que a definição passa por conversas com Lula.

Não é a primeira cobrança pública do PT nos últimos dias por uma candidatura de Haddad. No domingo 25, em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o colega teve um papel importante em 2022 e, agora, representa algo “muito maior”. Assim, “não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual”.

Fernando Haddad é o plano A de Lula para o governo de São Paulo, ainda que Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja o favorito para o pleito, segundo pesquisas de intenção de voto. Mesmo em caso de derrota, ter um candidato de peso fortaleceria o palanque do presidente no maior colégio eleitoral do País.

Em 2022, Lula perdeu para Jair Bolsonaro (PL) no estado por 55% a 45%, mas amealhou 11,5 milhões de votos, uma contribuição decisiva para seu triunfo nacional. A diferença pró-Bolsonaro foi de cerca de 2,7 milhões.

Em entrevistaCartaCapital na semana passada, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB) — que busca convencer Lula de que é o candidato ideal em São Paulo —, resumiu a importância do pleito paulista, mesmo se a chapa lulista fracassar: “Uma coisa é perder aqui por dois milhões. Outra é perder por seis ou sete milhões. Aí não há onde compensar”.

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