Política

PT abre mão de qualquer comissão para barrar Eduardo nas Relações Exteriores, diz líder

O bolsonarismo vê mais uma oportunidade de fustigar o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes

PT abre mão de qualquer comissão para barrar Eduardo nas Relações Exteriores, diz líder
PT abre mão de qualquer comissão para barrar Eduardo nas Relações Exteriores, diz líder
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta segunda-feira 10 que o partido abre mão de chefiar qualquer comissão permanente para impedir que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assuma o comando da Comissão de Relações Exteriores da Casa.

Para o bolsonarismo, ter Eduardo à frente do colegiado seria mais uma oportunidade de fustigar o presidente Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

“A gente desiste de qualquer coisa para impedir que ele entre”, disse Lindbergh após a cerimônia de posse dos novos ministros do governo Lula. “Ele está usando o mandato parlamentar para constranger o Poder Judiciário do Brasil e para atacar o Brasil.”

No início de março, Moraes pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre uma notícia-crime que atribui a Eduardo Bolsonaro crimes contra a soberania nacional.

De autoria de Lindbergh e do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), a notícia-crime solicita a abertura de uma investigação sobre Eduardo por articular uma ofensiva ao STF com congressistas dos Estados Unidos, além da apreensão do passaporte do deputado de extrema-direita.

De olho no movimento dos petistas, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou um projeto de lei para dificultar ao máximo a imposição judicial de medidas cautelares contra parlamentares.

Segundo o texto, medidas diversas da prisão, como a instalação de tornozeleira eletrônica e a apreensão de passaporte, precisarão do aval da Casa Legislativa à qual o congressista foi eleito.

Na justificativa do projeto, Sóstenes Cavalcante não menciona diretamente Eduardo, mas afirma que “a liberdade de locomoção e outros direitos inerentes à atividade parlamentar são direitos fundamentais assegurados pela Constituição e não podem ser restringidos sem o devido processo legal e sem condenação definitiva”.

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