Política

Protestos exigem auxílio emergencial e medidas de combate à Covid

Centrais sindicais e movimentos sociais entregaram agenda de prioridades ao Congresso Nacional

Manifestantes protestaram contra Bolsonaro em Brasília. Foto: Lula Marques
Manifestantes protestaram contra Bolsonaro em Brasília. Foto: Lula Marques

Dez centrais sindicais e demais movimentos sociais realizaram um ato em Brasília nesta quarta-feira 26 em que reivindicaram o auxílio emergencial de 600 reais e a adoção de medidas contra as crises econômica e sanitária.

As organizações apresentaram uma agenda com 54 páginas e 12 prioridades para o Congresso Nacional. O documento foi entregue ao vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-RJ).

Na próxima segunda-feira 31, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também deve receber o texto.

“Para se promover a efetividade das medidas de isolamento social, é essencial a garantia da proteção da renda oriunda do trabalho, com a manutenção do auxílio emergencial de 600 reais conquistado em 2020 e que protegeu quase 70 milhões de pessoas, bem como a proteção dos empregos e salários, que devem ser mantidos enquanto durar a pandemia”, diz a agenda.

Os itens listados são:

  • Exigência do auxílio emergencial de 600 reais sob as mesmas regras de 2020;
  • Implementação de medidas de proteção ao salário e ao emprego;
  • Apoio a microempresas, pequenas, médias e grandes;
  • Fortalecimento do lockdown;
  • Criação de uma Comissão de Enfrentamento da Crise Sanitária e Econômica no Congresso;
  • Contribuição para a compra de vacinas nos entes subnacionais;
  • Posicionamento do Brasil a favor da quebra de patentes das vacinas na Organização Mundial do Comércio;
  • Adoção de medidas jurídicas entre os Poderes para suspender as patentes;
  • Aporte de recursos para o orçamento da Saúde;
  • Criação de um Comitê Científico de Crise;
  • Elaboração de um Projeto Nacional de Desenvolvimento;
  • Adoção de medidas de combate ao racismo, ao desmatamento, à ocupação de terras indígenas, ao trabalho infantil, à violência de gênero e à LGBTfobia.

Estiveram presentes políticos de oposição ao governo federal, como a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ), e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

No próximo sábado 29 são aguardados atos nacionais contra o governo de Jair Bolsonaro em todos os estados. Guilherme Boulos (PSOL-SP), uma das lideranças que têm convocado a população para as manifestações, estará no programa Fechamento, de CartaCapital no YouTube, nesta quinta-feira 27, às 19h, para tratar do tema.

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