Política

Projeto de Tarcísio sobre trabalhadores da CPTM reduz proteção, diz deputado do PSOL

Guilherme Cortez é autor de uma proposta que estenderia garantia de empregos a todos os funcionários do sistema metroferroviário em caso de privatização

Projeto de Tarcísio sobre trabalhadores da CPTM reduz proteção, diz deputado do PSOL
Projeto de Tarcísio sobre trabalhadores da CPTM reduz proteção, diz deputado do PSOL
Créditos: Larissa Navarro / Alesp
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O projeto de lei do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que autoriza o estado de São Paulo a absorver parte dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM, por meio de outros órgãos da administração pública ainda não tem data para entrar em votação na Assembleia Legislativa. Autor de outra proposta sobre o tema, o deputado Guilherme Cortez (PSOL) afirma que o texto governista é insuficiente.

A previsão da Casa é pautar o PL para discussão conjunta nas comissões de Constituição e Justiça, de Administração Pública e de Finanças na próxima terça-feira 18. Na sequência, poderá chegar ao plenário.

O compromisso de absorver trabalhadores da CPTM foi decisivo para encerrar a greve de funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, movimento que paralisou parcialmente os serviços de trens por dois dias na capital paulista neste mês. A principal reivindicação da categoria era obter garantia de trabalho após as concessões de linhas ferroviárias à iniciativa privada.

Para o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL), autor de outro projeto de lei sobre o tema, o texto de Tarcísio reduz a proteção aos trabalhadores. A matéria de Cortez tramitava na Alesp desde 2025, em oposição ao processo de privatização das linhas férreas.

A proposta do deputado buscava absorver todos os trabalhadores que fossem impactados por novas concessões ou parceria público-privadas, relativas a outras linhas do sistema metroferroviário. No caso do Metrô, por exemplo, previa proteção aos integrantes das linhas ainda geridas pela estatal, como a 1-Azul, a 2-Verde, a 3-Vermelha e a 15-Prata.

O projeto de Tarcísio, por outro lado, trata apenas dos funcionários das linhas 11-Coral, 12 Safira e 13 -Jade, geridas pela Trivia Trens, e da linha 10 -Turquesa, ainda operada pela CPTM.

“Tínhamos um projeto mais amplo, mais correto, que previa assegurar o emprego dos servidores públicos em caso de privatização”, lamentou Guilherme Cortez a CartaCapital. “Sabemos o que acontece, via de regra, em casos de privatização: os trabalhadores começam a ser demitidos via planos de demissão voluntária ou programas de desligamento incentivado.”

Cortez afirmou, porém, que a oposição recuperou parte de seu projeto e a reapresentou em forma de emenda ao texto do governo. Terá de trabalhar, porém, para emplacar essa redação na versão final da proposta de Tarcísio.

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