Política

Procuradoria eleitoral instaura investigação contra Paulo Skaf

Presidente da Fiesp é investigado por propaganda antecipada. Campanha do pato visava promovê-lo para 2018, diz delator

Segundo delator, a campanha do pato tinha o objetivo de promover Skaf para 2018
Segundo delator, a campanha do pato tinha o objetivo de promover Skaf para 2018

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo instaurou, na sexta-feira 17, uma investigação para apurar se Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, tem utilizado propaganda bancada com recursos do “Sistema S” para se promover com vistas às eleições do próximo ano. Skaf pretende se candidatar pela segunda vez seguida ao governo de São Paulo em 2018.

Segundo a procuradoria, o presidente da Fiesp será investigado pelas práticas de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico pelo uso de recursos do “sistema S”, particularmente da Fiesp, do Sesi e do Senai.

Segundo delação do marqueteiro Renato Pereira, ligado ao PMDB, a campanha do pato da Fiesp criada por ele faz parte desse pacote de promoção da candidatura de Skaf. Em seu acordo de colaboração premiada, Pereira afirmou que a campanha “tinha claramente o objetivo de promover” a imagem de Skaf para 2018.

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O presidente da Fiesp teria direcionado uma licitação para beneficiar a produtora de Pereira, a agência Prole, que venceu em 2015 uma licitação para assumir a conta institucional de comunicação da Fiesp, além do Sesi e do Senai de São Paulo. Aos procuradores, o marqueteiro contou ter sido questionado por Skaf meses antes sobre seu interesse em participar da concorrência.

A campanha e o pato amarelo da Fiesp surgiram como uma reação do empresariado contra a possibilidade da volta da CPMF para contornar a crise econômica. A partir de dezembro de 2015, Skaf liderou a Fiesp como uma das fiadoras do afastamento de Dilma.

Após uma temporada meio murcha, o pato voltou a dar as caras na avenida Paulista neste ano, quando foi inflado pela entidade em meio ao anúncio do aumento dos impostos sobre combustíveis pelo governo de Michel Temer.

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