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Procurador pede que TCU apure se há crime no uso do cartão corporativo por Bolsonaro
Lucas Rocha Furtado quer saber se houve aproveitamentos indevidos por outros aliados do ex-presidente, além de Carlos
O subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, enviou ao ministro Antonio Anastasia, do TCU, um ofício em que pede a apuração sobre o uso do cartão corporativo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suposto aproveitamento indevido dos recursos a partir de aliados.
O requerimento é enviado à Corte após o portal UOL ter publicado, nesta quarta-feira 25, uma reportagem que mostra que o cartão corporativo bancou o “home office” do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
Segundo a reportagem, foram pagos 2,3 mil reais do dinheiro da Presidência para o financiamento de seguranças em Brasília. Dessa forma, Carlos Bolsonaro permanecia na capital federal enquanto atuava de forma remota na Câmara do Rio de Janeiro. O vereador participou de cinco sessões do legislativo carioca dessa forma.
“Considerando que os fatos relevam que podem existir outros personagens que se aproveitaram indevidamente dos recursos do cartão corporativo da Presidência da República, solicito, em complemento, a ampliação da apuração de forma a abarcar a responsabilização de todos os agentes públicos que se locupletaram com mordomias à custa do erário, a exemplo do caso supramencionado”, escreve Furtado.
O subprocurador diz já ter apresentado ao TCU, em 16 de janeiro, uma representação com a recomendação de medidas para cancelar ou definir novos critérios para o uso do cartão corporativo da Presidência. Além disso, o subprocurador quer saber se a utilização observada pelo ex-presidente Bolsonaro caracteriza crime.
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