Política

Presidente do PT prega convencimento — e não pressão — por Haddad candidato em São Paulo

Para Edinho Silva, o ministro da Fazenda tem consciência de sua responsabilidade nas eleições de outubro

Presidente do PT prega convencimento — e não pressão — por Haddad candidato em São Paulo
Presidente do PT prega convencimento — e não pressão — por Haddad candidato em São Paulo
Edinho Silva, presidente nacional do PT, durante evento que celebra os 46 anos do partido, em Salvador - Isa Conzi/PT
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quinta-feira 5 que Fernando Haddad (PT) sabe da responsabilidade que terá nas eleições deste ano e que é necessário convencer o ministro da Fazenda a aceitar o desafio.

Não se trata, segundo o dirigente, de um movimento de pressão sobre o ministro. “Haddad é um dos principais quadros da história do PT e pode ser candidato ao que quiser. Mas toda candidatura pressupõe um processo de convencimento”, disse Edinho, questionado por CartaCapital no evento que comemora os 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA). “O que temos é um processo de diálogo para saber qual papel ele cumprirá nas eleições deste ano”.

Mais cedo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu engrossou o grupo de petistas que defendem a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. “Eu defendo há muito tempo que ele seja o nosso candidato, já que Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente.”

Para Dirceu, Alckmin na vice de Lula é um “pacto político” com a sociedade brasileira.

Fernando Haddad é tratado como o plano A do PT para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos). A preocupação do partido é evitar que Lula tenha uma grande desvantagem no estado — o que, segundo essa avaliação, pode ocorrer se o palanque paulista não for competitivo.

O ministro, no entanto, ainda resiste a se lançar ao pleito, evita movimentos de pré-campanha e diz preferir trabalhar na coordenação da reeleição de Lula. 

No PSB, a situação não é diferente. Alckmin, que já governou São Paulo por quatro mandatos, também não demonstra apetite para a disputa estadual. A avaliação predominante é que ele deve permanecer como vice-presidente, preservando-se de uma eleição considerada difícil e de alto risco.

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