Presidente do INSS pede demissão do cargo

INSS está no centro das atenções por conta da extensa fila de beneficiários que não conseguem a liberação de seus direitos

Renato Vieira se demitiu da presidência do INSS. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Renato Vieira se demitiu da presidência do INSS. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Política

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou, na tarde desta terça-feira 28, a saída do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Renato Rodrigues Vieira, que estava no cargo há um ano. Nos últimos dias, o órgão esteve no centro das atenções por conta da extensa fila de beneficiários que não conseguem a liberação de seus direitos.

A saída de Renato Vieira ocorreu por motivos particulares e não faltou apoio do governo para que ele permanecesse no posto, disse Marinho. Segundo ele, o governo deve oficializar a demissão na quarta-feira 29. No mesmo dia, já deve haver a indicação do substituto de Vieira. Quem assume o cargo agora é o secretário de Previdência Leonardo Rolim.

“A ideia é que não haja descontinuidade no trabalho que se iniciou em janeiro do ano passado e que, pelo contrário, nós temos uma oxigenação nesse processo, um empenho cada vez maior dos funcionários do nosso corpo técnico para que os problemas que eventualmente existem possam ser solucionados no menor espaço de tempo possível”, afirmou.

Marinho informou ainda que o governo adotará uma nova estratégia para reduzir a fila de espera por benefícios do INSS. Segundo ele, haverá uma edição de uma Medida Provisória em até uma semana para autorizar a contratação de servidores aposentados.

 

Atualmente, a fila de espera é de 1,3 milhão de solicitações de benefício que ficaram sem análise, mesmo após o prazo legal de 45 dias ter sido ultrapassado. Em 14 de janeiro, o governo anunciou um conjunto de medidas para diminuir a demanda, como a seleção de 7 mil militares da reserva, a restrição de cessões de servidores a outros órgãos e a simplificação da burocracia.

A ideia de reforçar o atendimento com militares era liberar os servidores para se dedicarem à análise dos requerimentos. No entanto, em 23 de janeiro, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou inconstitucionalidade em restringir a possibilidade de contratação aos militares, pois, segundo o órgão, a medida criaria “reserva de mercado”.

Dos 7 mil servidores do INSS que se aposentaram em 2019, 1,5 mil trabalhavam como concessores de benefícios e estariam aptos para o reforço. O governo deve publicar um edital de seleção para interessados, segundo Marinho.

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