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Presidente de Israel diz que vai considerar ‘bem do Estado’ para conceder indulto a Netanyahu

O primeiro-ministro do país está envolvido em pelo menos três processos judiciais, nos quais ainda não foi proferida nenhuma sentença

Presidente de Israel diz que vai considerar ‘bem do Estado’ para conceder indulto a Netanyahu
Presidente de Israel diz que vai considerar ‘bem do Estado’ para conceder indulto a Netanyahu
Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel. Foto: Alex KOLOMOISKY / POOL / AFP
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O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou nesta segunda-feira (1º) que apenas levará em consideração “o bem do Estado e da sociedade” para decidir se concede ou não um indulto ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta vários processos por corrupção.

O premiê anunciou no domingo que apresentou um pedido de indulto ao presidente, argumentando que os prolongados processos judiciais estão dividindo o país. Netanyahu nega todas as acusações contra ele.

Segundo Herzog, este assunto “será tratado da maneira mais apropriada e rigorosa. Só considerarei o bem do Estado e da sociedade israelense, e diante de meus olhos estarão apenas o Estado de Israel e seus interesse”, disse em um comunicado de sua assessoria.

O primeiro-ministro do país está envolvido em pelo menos três processos judiciais, nos quais ainda não foi proferida nenhuma sentença.

Netanyahu e sua esposa, Sara, são acusados de terem aceitado produtos de luxo no valor de mais de 260.000 dólares (R$ 1,4 milhão, na cotação atual) como charutos, joias e champanhe, de bilionários em troca de favores políticos.

Em outros dois casos, ele é acusado de tentar negociar uma cobertura mais favorável em dois meios de comunicação israelenses.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu a Herzog no início de novembro pedindo que concedesse o indulto a Netanyahu, que nega ter cometido irregularidades nos processos judiciais em curso.

A assessoria do mandatário israelense indicou no domingo que este é “um pedido extraordinário que traz implicações importantes”. “Após receber todas as opiniões pertinentes, o presidente considerará o pedido de forma responsável e sincera”, afirmou em um comunicado.

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