Presidente da Alesp confirma instalação de CPI para investigar a Prevent Senior

O requerimento de instalação foi protocolado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que conseguiu 36 assinaturas

Hospital da Prevent Senior em São Paulo

Hospital da Prevent Senior em São Paulo

Política

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado Carlão Pignatari (PSDB-SP), confirmou na noite de segunda-feira 27 a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias envolvendo a operadora de saúde Prevent Senior.

“Acabo de receber o pedido para criar a CPI que vai apurar as denúncias envolvendo a operadora de saúde Prevent Senior e determinei a sua publicação no Diário Oficial já nesta terça-feira. O requerimento vai tramitar na Alesp com a urgência que tema exige”, disse o parlamentar em postagem nas redes sociais.

“As informações da CPI da Covid, no Senado, são gravíssimas, e a Alesp vai se empenhar para confirmar a verdade e apurar com rigor, já que é aqui em São Paulo que está o maior nº de vítimas da pandemia, que receberam o tratamento da Prevent Senior colocado em xeque”, acrescentou, na postagem.

 

O requerimento de instalação da CPI foi protocolado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que conseguiu 36 assinaturas para protocolar o pedido na Casa, mais do que as 32 necessárias.

Em março do ano passado, a Prevent Senior anunciou que faria o estudo para testar a eficácia da hidroxicloroquina associada ao antibiótico azitromicina para o tratamento da covid-19, o que se revelou ineficaz. A pesquisa foi suspensa logo em seguida, em 20 de abril, pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O órgão, porém, descobriu que os testes com pacientes haviam começado antes de a operadora receber o aval para a realização da pesquisa, o que é proibido no País.

Um grupo de 15 médicos que diz ter trabalhado na Prevent Senior encaminhou à CPI da Covid, no Senado, um dossiê no qual informam que integrantes do chamado “gabinete paralelo” do governo de Jair Bolsonaro usaram a operadora de saúde como uma espécie de laboratório para comprovar a tese de que o chamado kit covid (hidroxicloroquina e azitromicina) era eficiente contra a doença e revelaram que pacientes não foram informados do tratamento experimental.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem