Política

Prefeitura de Araraquara rebate a Jovem Pan por fake news sobre o lockdown: ‘Politicagem’

É mentira que a restrição de circulação levou uma moradora a comer um gato, reforça a gestão municipal

Foto: EBC
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O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), criticou nesta terça-feira 22 a divulgação de fake news – inclusive pela rádio Jovem Pan –  sobre a adoção de um lockdown para conter a disseminação da Covid-19.

A cidade endureceu as medidas de restrição até o dia 27. No período, só será permitido circular pelas ruas em situações de emergência ou para utilizar um serviço que esteja funcionando normalmente.

“A politização da pandemia chega ao extremo com a fake de que em Araraquara o povo está passando fome e comendo gatos. Derrubamos 60% dos óbitos no 1º lockdown, temos políticas arrojadas e diárias de combate à fome. A gente diz NÃO à politização da saúde e da dignidade das pessoas”, escreveu o prefeito em suas redes sociais.

A notícia falsa partiu de um áudio que circulou nas redes sociais em que uma mulher afirma que uma moradora do bairro Jardim São Rafael, na zona norte da cidade, teria comido um gato devido à ausência de alimentos.

A gravação foi reproduzido pelo programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, apresentado por Augusto Nunes e Guilherme Fiúza. Os apresentadores contaram com a participação do presidente da Ceagesp, o coronel Ricardo Mello Araújo, a quem o áudio teria sido endereçado.

“O prefeito está tão insolente…ele fechou as entradas da cidade para que ninguém entrasse ou saísse”, diz uma suposta moradora da cidade, aos prantos, em um trecho do áudio. “A prefeitura não ajudou em nada na distribuição de alimentos”, continuou.

O que diz a prefeitura?

Em nota, a prefeitura de Araraquara repudiou a veiculação da ‘informação’ pela Jovem Pan.

“A Prefeitura lamenta e reforça que trata-se de mais uma fake news. Notícia mentirosa. Não há na cidade registro sobre essa questão ou mesmo algo semelhante. Ao contrário, Araraquara, desde 2017, vem investindo forte na política de assistência, segurança alimentar e combate à fome, além dos vários programas de combate ao desemprego e qualificação profissional como Jovem Cidadão, Frentes da Cidadania, PMAIS (Programa Municipal de Agricultura de Interesse Social) com distribuição de cestas de hortifrútis nos CRAS adquiridas da agricultura familiar, Apoiadores no Combate à Dengue e no Combate à Covid, Bolsa Cidadania, dentre muitos outros programas da nossa rede de Assistência”.

“É lamentável o uso político da pandemia. São mais de 500 mil famílias enlutadas no país e, em vez de focar-se nas medidas, que segundo a ciência, ‘são remédios para este enfrentamento’ – o distanciamento social e a vacina, se gasta tempo fazendo politicagem, criando fake news e usando de instituições públicas para fazer disputa partidária, divulgando mentiras”, completa a prefeitura.

O caso também repercutiu na página da Coordenadoria de Bem-Estar Animal da cidade, vinculada à prefeitura. “Os gatos não estão sendo comidos e sim querendo comida”, diz a mensagem, reforçando a importância de a população fazer doações aos postos de arrecadação, que as direcionam às famílias que passam por dificuldades para alimentar seus animais. “Não espalhe Fake News! Compartilhe solidariedade!”, completa a publicação.

O que prevê o lockdown?

Durante o lockdown em Araraquara, estão mantidos os serviços essenciais, como hospitais e postos de saúde; postos de combustíveis; hospitais e postos de atendimento veterinários; farmácias; serviços de transporte e mercadorias; e outros. Ficam suspensos comércios e atividades não essenciais. Bares e restaurantes podem operar por delivery, assim como mercados, açougues, padarias, cerealistas, hortifrutis e outros. As agências bancárias podem operar com autoatendimento.

Quem for parado pela fiscalização deve apresentar a nota fiscal de compra de medicamentos, combustível ou mercadorias; comprovante de vacinação, atestado que comprove ida a serviços de saúde, carteira de trabalho ou equivalente. Os transgressores podem responder por desobediência e infração de determinação do poder público.

Ana Luiza Basilio

Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital

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