Política
Prefeito de Criciúma é preso por suspeita de fraude em serviços funerários
Outros nove mandados de prisão são cumpridos nesta terça-feira em Santa Catarina
O prefeito Clésio Salvaro (PSD-SC), de Criciúma, sul de Santa Catarina, foi preso na manhã desta terça-feira 3. O político é suspeito de participar de um esquema que fraudava serviços funerários na cidade.
Além de Salvaro, a operação deflagrada pelo Gaeco busca deter outras nove pessoas. Os mandados estão espalhados pelas cidades de Criciúma, Jaraguá do Sul, São José e Florianópolis. Os nomes dos demais presos ainda não foram divulgados.
Até aqui, o Gaeco aponta a existência de uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos envolvendo o serviço funerário. Os crimes apontados, além da formação da quadrilha e da fraude, são corrupção e crimes contra a ordem econômica e contra a economia popular.
Ao todo, indicam as investigações, 17 pessoas formariam o grupo criminoso que atuava na fraude ao serviço da cidade. Os detalhes do funcionamento do esquema, no entanto, ainda não foram revelados e integram um inquérito sigiloso.
Dessas 17 pessoas, 7 já haviam sido presas na primeira fase das investigações, realizada no dia 5 de agosto. Naquela ocasião, Salvaro chegou a ser alvo de mandados de busca e apreensão, mas não foi preso. O principal detido naquela primeira fase foi o ex-secretário de Assistência Social de Criciúma, Bruno Ferreira.
Dessa vez, segundo o Gaeco, a prisão foi determinada após a coleta de novas provas, que indicaram uma maior participação do prefeito no esquema fraudulento.
Em nota, a prefeitura de Criciúma disse que ainda não foi notificada oficialmente da prisão, mas que já acompanha o caso juridicamente. A administração prometeu nova posição oficial assim que tomar conhecimento completo dos fatos.
O prefeito, por sua vez, divulgou nas redes sociais um vídeo em que alega ser inocente. “Eu tenho certeza da minha inocência. […] Não há dolo, não há intenção, não há vantagens, não há absolutamente nada que possa me incriminar”, disse o político na gravação.
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