Política

‘Precisamos garantir que a disseminação do ódio acabou’, diz Lula a governadores

O presidente e vice, Geraldo Alckmin, se reuniram com os 27 governadores no Palácio do Planalto

Foto: Sergio Lima / AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira 27, em reunião com os 27 governadores, ser preciso reunificar o Brasil e acabar com o discurso de ódio que vigorou durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“Nós vamos mostrar ao povo brasileiro que o ódio acabou. Que o que aconteceu no dia 8 de janeiro não vai se repetir”, discursou o petista durante reunião no Palácio do Planalto. “Vamos recuperar a democracia neste País e a essencialidade da democracia é falar o que quer desde que não obstrua o direito do outro falar. Por isso, eu falo que o Brasil vai voltar a normalidade”.

Lula ainda reforçou que pretende trabalhar com os governadores e prefeitos para atender as demandas regionais, independente do partido que os elegeram. 

“Em cada estado que eu for, irei visitar o gabinete do governador, a não ser que ele não queira. Não vou fazer que nem os terroristas e invadir o gabinete do governador. Mas não quero chegar a um estado e ter o governador como inimigo”, acrescentou. O petista também pediu o fim da judicialização da política, para que cada Poder do Estado atue na sua área de competência. 

“Eu falo que o Brasil precisa voltar à normalidade”, afirmou. “Eu vou trabalhar muito e conversar muito para que o Poder Judiciário faça o papel do Poder Judiciário, que o Congresso Nacional faça o papel do Congresso Nacional”. 

O presidente declarou que o Legislativo precisa seguir os trâmites democráticos, em que vale a opinião da maioria. 

“Nós temos culpa de tanta judicialização. A gente perde uma coisa no Congresso Nacional e, em vez de aceitar as regras do jogo democrático de que a maioria vença e a minoria cumpra o que foi aprovado, a gente recorre a uma outra instância para ver se a gente consegue ganhar. É preciso que a gente pare com esse método de fazer política”, disse. 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo