Política
PP de Alagoas aluga imóvel de madrasta de Lira com verba pública
Tereza Palmeira recebeu 5,6 mil reais mensais da legenda; cheques são assinados pelo pai do presidente da Câmara
O PP de Alagoas usou o Fundo Partidário para pagar aluguel para a madrasta do presidente da Câmara, Arthur Lira. A informação é do site UOL.
Segundo a reportagem, Tereza Palmeira recebeu 5,6 mil reais mensais da legenda, controlada no estado pelo prefeito Benedito de Lira, pai do deputado. Tereza é dona do imóvel onde funciona a sede estadual da sigla, na região central de Maceió.
No ano passado, o PP de Alagoas recebeu 6,8 milhões do fundo, gerido com recursos públicos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Até dezembro de 2019, o imóvel era cedido à legenda gratuitamente. Porém, na data, Benedito e Tereza firmaram um acordo em que o imóvel deixaria de ser emprestado sem pagamento.
“O cedente, por não possuir mais interesse na cessão gratuita do imóvel, decidiu desistir da continuidade do contrato até agora vigente”, registrou o contrato.
No dia seguinte, um contrato de aluguel foi firmado entre as partes, cujo valor do pagamento seria de 4,5 mil reais mensais pela utilização do imóvel. Os cheques de pagamento da locação são assinados por Benedito de Lira.
Ao longo dos anos os valores foram sendo reajustados e, no fim de 2022, o partido desembolsava 5,6 mil reais por mês pelo ponto. Somente no ano passado, a soma dos aluguéis geraram mais de 191,9 mil reais nas contas da madrasta de Lira.
Lira na última semana o nome citado em investigações da Polícia Federal. Ele aparece em planilhas de pagamentos de investigados por fraudes em compra de kits de robótica.
Nesta terça-feira uma nova revelação aumentou a pressão em torno do presidente da Câmara, além dos rendimentos repassados à madrasta, Lira também emprega ao menos outros dez parentes e aliados em cargos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Ao todo, os salários do grupo chegam a 128 mil reais por mês, na estatal cujo controle e de Lira.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Aliados de Lira investigados por fraude em kits de robótica tiveram agenda no FNDE no governo Bolsonaro
Por CartaCapital
Operação Hefesto: Lira diz bancar suas despesas com renda de agropecuarista e deputado
Por CartaCapital
Investigação da PF sobre assessor de Lira identifica 11 pagamentos para ‘Arthur’, diz revista
Por CartaCapital
Aras, o procurador-geral, sai em socorro de Lira, o enrolado
Por André Barrocal



