Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle diz à PF que se enganou

Funcionário foi submetido a inquérito solicitado pelo ministro Sergio Moro

Vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Foto: Renan Olaz/CMRJ

Vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Foto: Renan Olaz/CMRJ

Política

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra voltou atrás no depoimento em que citou o presidente Jair Bolsonaro no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes.

Em declaração à Polícia Federal nesta terça-feira 19, Alberto Mateus disse que lançou errado o registro de entrada do ex-policial Élcio Queiroz na casa 58 na planilha de controle do condomínio. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Em 29 de outubro, a TV Globo revelou que o porteiro havia contado à polícia que, horas antes do assassinato de Marielle e Anderson, em 14 de março de 2018, Élcio Queiroz entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro.

Segundo o depoimento à época, alguém, na casa 58, identificado como “Seu Jair”, teria liberado a entrada. No entanto, registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia.

Segundo o jornal, o porteiro disse que se sentiu “pressionado” ao dar a primeira versão sobre o fato, mas assegurou que ninguém o obrigou a prestar a declaração em que menciona o presidente.

O funcionário mudou o depoimento após ser submetido a um inquérito aberto para apurar o seu próprio testemunho em suposta “tentativa de envolvimento indevido” do nome de Bolsonaro. A investigação foi requerida pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e aceita pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

A execução de Marielle e Anderson já ultrapassou 600 dias sem esclarecimentos sobre o mandante e as motivações.

 

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