Porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros está com coronavírus

Sem apresentar sintomas da doença, o integrante do governo está afastado de suas funções, cumprindo isolamento residencial

O ex-porta-voz da Presidência Otávio Rêgo Barros. Foto: EBC

O ex-porta-voz da Presidência Otávio Rêgo Barros. Foto: EBC

Política

O porta-voz da Presidência, o general Otávio Rêgo Barros, está com coronavírus e afastado de suas funções no Planalto. A informação foi confirmada por sua equipe à reportagem do Estado de S. Paulo. A informação é de que ele segue sem sintomas, cumprindo o isolamento em casa.

O caso de Barros é mais um no governo Bolsonaro, que já teve outros integrantes contaminados pela covid-19. O primeiro a testar positivo, em março, foi o secretário especial de comunicação Fabio Wajngarten, após retornar de uma viagem aos EUA, feita em conjunto com o presidente Jair Bolsonaro e demais integrantes.

Ao todo, 23 pessoas que integravam a comitiva se contaminaram, caso do ministro Augusto Heleno, do gabinete de Segurança Institucional e o ministro Bento Albuquerque, do ministério de Minas e Energia.

Após o retorno, o presidente Jair Bolsonaro realizou dois testes para o coronavírus e divulgou que o resultado foi negativo em ambos. Os laudos dos exames, no entanto, não se tornaram públicos o que fez com o que o Estado de S. Paulo entrasse na Justiça requerendo a publicação. O presidente, no entanto, vem relutando para mostrar os resultados e chegou a dizer que se sentiria “violado”.

A ação movida pelo jornal foi analisada na semana passada pela juíza Ana Lúcia Pettri Beto, que determinou um prazo de 48 horas para a apresentação dos exames. A AGU, no entanto, não atendeu à decisão e apresentou os relatórios médicos do presidente, aos quais a imprensa já tinha tido acesso. A juíza não aceitou o material e deu mais 48 horas para o cumprimento da sentença.

No sábado 2, a desembargadora Mônica Nobre, plantonista do TRF-3, suspendeu por cinco dias a contagem do tempo, no momento em o prazo estava prestes a ser encerrado. Segundo informações do Estado de S. Paulo, cabe ao relator do caso no TRF-3, o desembargador André Nabarrete, manter ou não a decisão. O processo chegou formalmente ao gabinete na terça-feira 5, segundo o jornal.

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