Política
Por que o Centrão decidiu frear o PL da anistia a golpistas
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não pautar a proposta na próximas semanas
Deputados do Centrão decidiram nesta quinta-feira 24 recuar do apoio à proposta de anistia aos golpistas de 8 de Janeiro, apesar de muitos integrantes desse grupo terem assinado o requerimento de urgência nas últimas semanas.
A avaliação interna é que o projeto é fraco e dificilmente avançaria no plenário. Segundo líderes do Centrão, a proposta teria vida curta no Congresso Nacional e poderia ampliar o desgaste entre os pares e com o Supremo Tribunal Federal.
Puxados por partidos como PSD e Republicanos, os caciques do Centrão optaram por deixar a anistia de lado e concentrar os esforços em pautas consideradas mais relevantes para a Câmara. A expectativa é que nem mesmo a obstrução articulada pelo PL, com 92 deputados, inviabilize os trabalhos.
Para a semana que vem, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pautará projetos nas áreas de educação e saúde. Também prevê o início da análise da PEC da Segurança Pública na Comissão de Constituição e Justiça.
Mais cedo, Motta comunicou o adiamento da discussão sobre a anistia, sob o argumento de que líderes partidários que representam cerca de 400 deputados consideram prematuro levar o texto ao plenário neste momento.
Ele prometeu manter o diálogo, mas afirmou que não há consenso sobre o assunto. “Vamos continuar discutindo, para que a Casa possa encontrar uma saída para esse tema. A decisão da pauta é um poder do presidente, mas o nosso papel será com diálogo e equilíbrio.”
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