Política

No Dia do Trabalhador, Avenida Paulista será palco da extrema-direita

A Polícia Militar negou um pedido da CSP-Conlutas, que teve de transferir sua manifestação para a Praça da República

No Dia do Trabalhador, Avenida Paulista será palco da extrema-direita
No Dia do Trabalhador, Avenida Paulista será palco da extrema-direita
Créditos: NELSON ALMEIDA / AFP e Reprodução CSP Conlutas
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A disputa pela Avenida Paulista, em São Paulo, como palco para as manifestações do 1º de maio, Dia do Trabalhador, teve como vencedora a extrema-direita, sob protestos do campo progressista.

A Polícia Militar negou na última sexta-feira 24 o uso de um trecho da avenida pela central CSP-Conlutas, que teve de transferir uma manifestação da esquerda para a Praça da República, no centro da capital.

Com a decisão, a Avenida Paulista será ocupada na sexta-feira 1º pelo movimento conservador “Patriotas do QG”, liderado pelo corretor de imóveis Carlos Silva. O perfil do movimento no Instagram, que acumula cerca de quatro mil seguidores, alterna anúncios de imóveis e publicações de apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

O movimento deve contar com o apoio de outros grupos de pouca expressão no debate público nacional, como Voz da Nação e Marcha da Liberdade — os quais têm em comum a associação ao Projeto União Brasil, organização civil fundada em 2019 e que reúne mais de uma centena de movimentos.

Segundo a PM, a decisão sobre a Avenida Paulista levou em consideração a ordem de chegada dos requerimentos para uso do espaço. O movimento de direita teria registrado o protocolo em setembro de 2024; a central sindical, em março deste ano.

A CSP-Conlutas repudiou a negativa, que considerou uma “decisão arbitrária” da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. “A medida, comunicada de forma tardia na sexta-feira 24, representa um grave ataque ao direito de manifestação da classe trabalhadora justamente no Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, ao mesmo tempo em que privilegia a ocupação do espaço público por setores da extrema-direita.”

A entidade reforçou que o movimento seguirá reunido em prol dos direitos dos trabalhadores, reivindicando temas como o fim da escala 6×1, o combate à violência contra as mulheres, a demarcação de terras indígenas e a reforma agrária.

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