Política
Por 311 a 98, Câmara aprova projeto que acaba com saída temporária de presos
Agora, o texto voltará ao Senado, que já havia se debruçado sobre a matéria, mas terá de analisar as mudanças
A Câmara aprovou nesta quarta-feira 3, por 311 votos a 98, o projeto de lei que extingue saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”. Na sequência, o texto voltará ao Senado, que já havia se debruçado sobre a matéria, mas terá de analisar as mudanças promovidas pelos deputados.
Em uma manobra, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), juntou o texto aprovado pelo Senado em 2013 a um projeto de 2021 que endurecia regras para a concessão de saída temporária.
O texto aprovado nesta quarta é o substitutivo do relator, deputado Capitão Derrite (PL-SP), ao Projeto de Lei 6579/13, do Senado. Derrite alterou a proposta inicial, que limitava as saídas, para abolir completamente esse benefício.
Atualmente, a lei avaliza a saída temporária de condenados no regime semiaberto para visita à família durante feriados e participação em cursos e atividades. Todas essas regras são revogadas pelo novo texto.
“A saída temporária não traz qualquer produto ou ganho efetivo à sociedade, além prejudicar o combate ao crime”, argumentou Derrite.
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), porém, “a saída temporária é uma prova de que a pessoa já está própria ao convívio com a sociedade”.
“Não estamos falando de criminosos em regime fechado, mas pessoas que estão próximas do final da pena”, afirmou a petista na sessão.
O texto aprovado também determina a realização de exame criminológico como requisito para a autorização de regime semiaberto. Ainda amplia regras para o uso de monitoramento eletrônico dos condenados autorizados a sair do regime fechado.
(Com informações da Agência Câmara)
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


