Política
Polícia de Goiás indicia vereador por fazer som de macaco em discussão com colega
O caso ocorreu em novembro de 2023, na Câmara Municipal de Planaltina
A Polícia Civil de Goiás indiciou o vereador de Planaltina Lincon Albuquerque (Cidadania) por injúria racial contra o vereador Carlos Lopes Ribeiro (PROS), conhecido como Carlim Imperador. O caso ocorreu em 13 de novembro de 2023.
A decisão do delegado José Antonio Sena e o inquérito foram remetidos à Justiça em 12 de janeiro. Uma eventual denúncia, porém, dependerá do Ministério Público do estado.
No relatório, divulgado parcialmente pelo site Metrópoles, a Polícia Civil apontou que Lincon “gesticula com as mãos próximas ao ouvido, fazendo sinais de abrir e fechar os dedos, o presidente se manifesta pedindo para que os dois se acalmem e, logo após, Lincon profere guinchos com a boca, reproduzindo sons que imitam um macaco”.
O clima na Câmara Municipal de Planaltina esquentou durante a votação de um projeto de lei sobre a criação de uma loteria municipal. Naquele momento, Carlim Imperador justificava seu voto contrário à matéria.
Primeiro, Lincon Albuquerque fez um sinal com as mãos, a sugerir que o colega estava “falando demais”. Na sequência, passou a emitir sons semelhantes aos de um macaco, na direção de Carlim.
“Fui bastante hostilizado por um professor, que fez um som de macaco para mim, com gestos. Na hora, fiquei constrangido e não falei nada, mas não paro de pensar nisso”, disse Carlim Imperador em vídeo publicado nas redes sociais após o episódio. “Estou ofendido com o professor Lincon. Ele não pode fazer uma barbárie como essa.”
Na ocasião, Lincon também se manifestou por meio de um vídeo. “O vereador começou a fazer um teatrinho, fazendo graça. E eu comecei a me manifestar como se ele fosse um ator e eu disse: ‘fala muito’, ironizando a atitude teatral. O vereador continuou e foi mais agressivo. Eu intensifiquei o ato, com interjeição de som, um som aleatório, que nada tinha a ver com macaco”, alegou.
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