‘Põe o pau na mesa’, diz general Ramos a Queiroga sobre encontro com Boris Johnson

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência não notou a presença de jornalistas no lobby do hotel em Nova York

O encontro entre a delegação brasileira e Boris Johnson, nos EUA. Foto: Alan Santos/PR

O encontro entre a delegação brasileira e Boris Johnson, nos EUA. Foto: Alan Santos/PR

Política

Enquanto esperavam o presidente Jair Bolsonaro para o café da manhã nesta segunda-feira 20 no hotel onde estão hospedados em Nova York, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Marcelo Queiroga (Saúde) conversaram sobre o encontro bilateral com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, marcado para hoje. “Você vai lá no Boris?”, perguntou Ramos. Assim que Queiroga respondeu assertivamente, o general recomendou: “Põe o pau na mesa. Libera lá pros brasileiros, pô”.

 

 

A conversa foi testemunhada pela reportagem do Estadão, que estava no local. Ramos não percebeu que havia jornalistas no lobby do hotel ao falar com Queiroga. Outros ministros e assessores da Presidência, no entanto, já haviam cumprimentado os jornalistas presentes.

O general não deu detalhes, mas se referia à restrição de entrada de brasileiros no Reino Unido. O tema será abordado no encontro de Bolsonaro com Johnson.

Nos últimos dias, o Reino Unido alterou as regras de autorização de entrada de viajantes e flexibilizou a chegada de passageiros internacionais. O Brasil, no entanto, continua na lista vermelha, segundo a qual, independentemente do comprovante de vacinação, é necessário fazer quarentena de 10 dias na chegada à Inglaterra.

Conforme o jornal Financial Times, os EUA pretendem anunciar ainda hoje que irão flexibilizar, a partir de novembro, as regras para entrada de viajantes de 33 países, incluindo o Brasil.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem