PM de São Paulo fará ‘vistorias pessoais’ em manifestantes no 7 de Setembro

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, veículos também serão fiscalizados; objetivo é evitar porte de armas, de acordo com a polícia

Manifestantes reivindicam derrubada imediata do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Manifestantes reivindicam derrubada imediata do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Política

A Polícia Militar de São Paulo fiscalizará veículos e indivíduos nas manifestações de 7 de setembro para evitar o porte de armas e objetos que ameacem a saúde, segundo declarou a Secretaria de Segurança Pública do governo de João Doria (PSDB) nesta terça-feira 31. Em nota, a SSP disse que está proibido o uso de armas brancas e de fogo, bastões, fogos de artifício, sinalizadores e drones.

 

 

O comunicado ocorre após reuniões da PM realizadas separadamente com organizadores de atos a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro. Entre um encontro e outro, a polícia chegou a reunir integrantes das duas partes e pediu a garantia de atos democráticos e pacíficos, de acordo com um organizador ouvido por CartaCapital.

Doria queria impedir a oposição de realizar o ato no Dia da Independência, mas foi contrariado por uma decisão judicial na segunda-feira 30. Segundo o juiz Randolfo de Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça, “ninguém tem o poder de vetar reuniões”.

Diante da possibilidade de que bolsonaristas e manifestantes contrários ao presidente entrem em confronto, a PM declarou que trabalha “a fim de garantir a segurança de todos”.

Confira, a seguir, a nota da SSP:

A Polícia Militar se reuniu, nesta terça-feira (31), com os organizadores dos atos previstos para o feriado de 7 de setembro na Capital. Os encontros foram realizados no período da tarde, na sede do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1), responsável pelo patrulhamento na área central da cidade, com a participação de 43 grupos distintos.

Em relação ao ato na Avenida Paulista, ficou acertado que os grupos se concentrarão no perímetro que compreende a avenida Brigadeiro Luís Antônio e a Praça dos Ciclistas, das 11h às 18h. O ato no Vale do Anhangabaú ocorrerá das 14h às 17h. Carros de som e veículos que foram utilizados nas manifestações deverão passar por uma fiscalização prévia e só terão acesso aos locais com aprovação do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran). As forças policiais acompanharão todas as manifestações dos grupos para garantir a segurança da população.

A fim de garantir a segurança de todos, serão realizadas também vistorias pessoais nos participantes dos eventos. Será proibido o porte de objetos que possam atentar contra a vida dos demais presentes aos atos e da população em geral. Entre os itens que não poderão ser usados estão armas brancas e de fogo, bastões, fogos de artifício, sinalizadores e drones. Em razão dos atos, as linhas de ônibus que passam por esses locais serão ajustadas. O Metrô orienta os usuários a comprar antecipadamente os bilhetes e informa que poderá realizar o controle de acesso às plataformas para evitar acidentes, se necessário.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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