Economia
Plano de socorro a empresas pós-tarifaço começa com R$ 30 bilhões em crédito, diz Lula
Segundo o presidente, é apenas o primeiro passo de uma política mais ampla para aliviar a sobretaxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros
O plano elaborado pelo governo federal para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos prevê uma linha de crédito de 30 bilhões de reais, informou o presidente Lula (PT) nesta terça-feira 12. O conjunto de inicativas, da qual essa medida provisória faz parte, será anunciado nesta quarta.
Segundo o petista, trata-se apenas do primeiro passo de uma política mais ampla para aliviar a sobretaxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros. Lula declarou, em entrevista à Rádio BandNews FM, que o pacote inclui a ampliação de compras governamentais, a fim de que órgãos públicos absorvam mercadorias que deixarão de ser exportadas.
“A gente vai ter crédito, compras governamentais e abertura de novos mercados. E vai ter [prioridade para] conteúdo nacional também, nas coisas que fabricamos aqui, porque vamos garantir a sobrevivência das empresas brasileiras”, ressaltou o presidente.
O Palácio do Planalto convidou empresários para a cerimônia de assinatura da MP. Também chamou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de líderes das duas Casas. O evento está previsto para as 11h30.
O anúncio do pacote é aguardado desde a semana passada. Na segunda-feira 11, Lula se reuniu com o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), para acertar os últimos detalhes.
O tarifaço é também uma retaliação às investigações no Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro (PL). Réu pela tentativa de golpe, o ex-presidente é aliado de Trump e está prestes a ir a julgamento.
Trump disse que a sobretaxa ao Brasil servirá para “lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. Também alegou que a decisão era uma resposta a ações do Brasil que supostamente prejudicam a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, mencionando supostos atos de “perseguição política e censura” a Bolsonaro.
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