Política
PL e Republicanos negociam chapa em Minas em meio à articulação por Flávio Bolsonaro
O partido de Marcos Pereira, no entanto, ainda pondera os efeitos da divulgação de mensagens do senador ao banqueiro Daniel Vorcaro
Em meio à tentativa do PL de garantir apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ), a sigla intensifica negociações com o Republicanos para alinhar estratégias eleitorais. O principal foco das conversas é Minas Gerais, estado considerado chave por concentrar o segundo maior colégio eleitoral do País.
Em reunião fechada, realizada em Brasília nesta quarta-feira 27, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Marcos Pereira, homólogo do Republicanos, discutiram cenários para a eleição mineira e tentaram reduzir impasses. O PL mantém interesse em apoiar a candidatura do senador Cleitinho, do Republicanos, mas já trabalha paralelamente com alternativas próprias.
Nas últimas semanas, ganhou força dentro do PL o nome do empresário Flávio Roscoe, tratado por aliados de Flávio Bolsonaro como um perfil capaz de “dialogar com o setor produtivo, prefeitos e representantes do agronegócio”. Durante as conversas entre os partidos, o PL chegou a oferecer ao Republicanos a possibilidade de indicar o vice em uma eventual chapa encabeçada por Roscoe.
Paralelamente, o partido também apresentou cenários em que Cleitinho apareceria como cabeça de chapa, tendo Roscoe como vice. A tentativa é preservar a aliança entre as duas siglas independentemente do formato final da composição.
A movimentação em Minas faz parte de uma estratégia mais ampla do PL para consolidar palanques estaduais que deem sustentação ao projeto presidencial de Flávio. Na avaliação de integrantes da legenda, o Republicanos ainda não se engajou de forma efetiva na pré-campanha do senador, apesar de manifestações pontuais de apoio, especialmente do governador paulista Tarcísio de Freitas.
Além de Minas, as conversas entre os dirigentes também envolvem disputas no Rio de Janeiro e em Mato Grosso. No Rio, integrantes do PL demonstram resistência à pré-candidatura de Anthony Garotinho ao governo pelo Republicanos. Já em Mato Grosso, lideranças das duas siglas tentam evitar divisão de votos entre nomes aliados da direita.
As negociações ocorrem em meio a dúvidas e um fogo amigo crescente em relação à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Integrantes do Republicanos passaram a cogitar alternativas, entre elas o próprio Cleitinho, em meio à crise provocada pela divulgação de conversas do ex-senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.
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