Cultura
PL diz que escola promoveu ‘inaceitável ataque’ a Bolsonaro e acusa ‘ilícitos eleitorais’
Partido cobra o TSE, que negou ações anteriores ao desfile; Acadêmicos de Niterói diz ter sido perseguida com ‘ataques políticos’ ao longo do desenvolvimento do samba-enredo sobre Lula
O Partido Liberal afirmou que a Acadêmicos de Niterói promoveu “inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro” e que o samba-enredo, que homenageia Lula, teve conotação político-eleitoral “num precedente exótico e inédito”.
A nota do partido foi publicada nas redes sociais nesta segunda-feira 16 após repercussões a respeito do desfile da escola. Nas alegorias, houve representação de Bolsonaro como um bozo que ria diante de cruzes, que simbolizaram as mortes da Covid-19. O mesmo bozo foi representado em um carro alegórico atrás das grades.
Para o PL, o desfile de ontem “materializou uma série de ilícitos eleitorais” que merecem responsabilização perante a Justiça Eleitoral. Antes do desfile, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TCU (Tribunal de Contas da União) negaram pedidos para barrar o desfile.
Entre as justificativas, estava o financiamento igualitário da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) a todas as escolas da Série Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Além disso, o TSE afirmou que não poderia barrar qualquer “possível ilícito futuro” relativo a uma campanha eleitoral antecipada.
O PL aponta, porém, que “a existência de uma ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo e o tratamento depreciativo a segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam uma evidente conotação político-eleitoral da escola”.
Na nota, também há a alegação de que a Presidência acionou empresários para doar dinheiro à escola. O PT e o governo não se posicionaram a respeito da acusação.
Escola: “Acadêmicos de Niterói não se curvou”
A Acadêmicos de Niterói não mencionou diretamente o PL ou a oposição em uma nota publicada nas redes sociais, mas disse ter sido perseguida politicamente ao longo do desenvolvimento do samba-enredo sobre Lula.
“Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar”, escreveram.
A agremiação também pediu por um “julgamento justo, técnico e transparente”. A apuração do Carnaval 2026 para as escolas do Rio irá ocorrer na quarta-feira (18).
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