Política

PL ainda quer Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro

O senador foi alvo da mais recente fase da Operação Compliance Zero

PL ainda quer Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro
PL ainda quer Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro
Na pauta, o PLP 192/2023, que unifica em oito anos o prazo de inelegibilidade para políticos impedidos de se candidatar. Senador Ciro Nogueira (PP-PI) à tribuna. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira 12 que o partido ainda deseja ter o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

A declaração, proferida em entrevista à CNN Brasil, ocorre cinco dias depois de Ciro ser alvo da mais recente fase da Operação Compliance Zero, deflagrada para apurar um esquema de fraudes financeiras capitaneado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Hoje ainda queremos(Ciro no palanque), até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda”, disse Valdemar. “Temos que dar o direito de defesa a ele.”

Em um vídeo nesta terça, Ciro Nogueira sugeriu ter sido alvo da PF por ser um “líder da oposição” ao governo Lula. “Essas coisas não surgem por acaso, acontecem porque estamos em ano eleitoral. As questões técnicas e provas estão em segundo plano para eles.”

Um dos elementos listados pela PF para justificar as diligências contra Ciro é uma emenda apresentada em 2024 que, na prática, seria positiva para o Master, mas potencialmente destrutiva para o Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.

Segundo a polícia, o conteúdo da proposta foi elaborado pela própria assessoria do Master, encaminhado a Vorcaro, impresso e entregue em um envelope endereçado a “Ciro”, no endereço residencial do senador.

Além da emenda, a PF sustenta haver um contexto mais amplo de vantagens indevidas na relação entre o senador e o banqueiro:

  • a compra por Ciro de uma participação societária estimada em 13 milhões de reais por apenas 1 milhão;
  • a realização de repasses mensais de 300 mil reais “ou mais – considerando relatos de que o montante teria evoluído para 500 mil” — por meio de uma empresa;
  • a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de um imóvel de alto padrão; e
  • o pagamento de hospedagens, deslocamentos e demais despesas de viagens internacionais de alto custo.

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