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PGR pede a quebra de sigilos de policiais suspeitos de colaborar com o terrorismo bolsonarista

Entre os alvos estão os PMs presos durante operação da PF nesta terça-feira 7

Atos golpistas em 8 de janeiro, em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP
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A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de mensagens dos policiais militares alvos da 5ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira 7. A informação foi divulgada pela TV Globo.

O objetivo da ação da PF é identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas de 8 de janeiro. Os PMs são acusados de omissão e conivência com o quebra-quebra bolsonarista.

Entre os alvos do pedido da PGR estão:

  • o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da PM do Distrito Federal;
  • o capitão Josiel Pereira César, ajudante de ordens do comando-geral da PM;
  • o major Flávio Silvestre de Alencar;
  • e o tenente Rafael Pereira Martins.

Todos eles foram presos pela PF durante o cumprimento dos mandados autorizados pelo STF. No documento, o Ministério Público defende ainda a quebra dos sigilos do atual chefe do Departamento Operacional da PM do Distrito Federal, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Somente com acesso aos dados telefônicos e às movimentações bancárias será possível a obtenção de provas do envolvimento dos representados nos atos antidemocráticos, como ameaça, incitação à violência e arregimentação de terceiros, bem como à identificação da origem do financiamento das ações ilícitas atentatórias ao regime democrático e à estrutura do Estado de Direito”, diz um trecho do pedido.

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