Política

PF faz operação contra empresa investigada na CPI da Covid

Operação tenta aprofundar uma investigação sobre crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva

Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos e da Global Gestão em Saúde, investigadas na CPI da Covid.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos e da Global Gestão em Saúde, investigadas na CPI da Covid. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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A Polícia Federal (PF) faz buscas nesta quinta-feira 30 em uma operação que atinge a empresa Global Gestão em Saúde, investigada na CPI da Covid, por suspeita de envolvimento em um possível esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Cerca de 50 policiais federais e servidores da Receita Federal cumprem oito mandados de busca e apreensão na Grande São Paulo e na cidade de Passos (MG). As ordens judiciais foram expedidas pela 2.ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Batizada em Operação Acurácia, a investida é desdobramento da Operação Descarte e tenta aprofundar uma investigação sobre crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva na contratação com empresas públicas.

“A PF verificou que o grupo investigado simulou várias operações comerciais e financeiras inexistentes com a finalidade de desviar dinheiro de empresas que atuam na área de medicamentos para empresas de fachada. O intuito dessas operações fictícias era gerar dinheiro em espécie, utilizado como propina a agentes políticos como pagamento em troca de favorecimento na contratação das empresas por estatais”, explica a Polícia Federal.

De acordo com a Receita Federal, a suspeita é que a Global tenha usado serviços da organização criminosa investigada desde a primeira fase da Operação Descarte para lavar dinheiro. O grupo teria repassado produtos eletroeletrônicos sucateados, sem valor comercial, para a farmacêutica. O valor pago era então devolvido em espécie para pagamento de propina a agentes públicos e de voos privados.

Em outra frente, a Receita Federal identificou que a empresa fornecedora dos produtos eletroeletrônicos estava registrada no nome de uma “laranja”. Embora conte como sócia administradora no quadro societário, ela trabalhava antes como limpadora de vidros com remuneração de cerca de 1 mil reais mensais.

Ao seguir o caminho do dinheiro, os investigadores concluíram que os valores depositados nas contas dos operadores eram logo transferidos para doleiros e posteriormente devolvidos ao sócio administrador da comercializadora ou a terceiros indicados.

A investigação, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, mira em executivos, funcionários e sócios das empresas envolvidas em irregularidades. Eles poderão responder, na medida de sua participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem autorização.

A reportagem busca contato com a Global Gestão em Saúde. O espaço está aberto para manifestação da empresa.

Estadão Conteúdo

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