Política

PF diz não ter visto ligação entre Fernando Holiday e atos golpistas do 8 de Janeiro

A informação consta no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

PF diz não ter visto ligação entre Fernando Holiday e atos golpistas do 8 de Janeiro
PF diz não ter visto ligação entre Fernando Holiday e atos golpistas do 8 de Janeiro
André Bueno/Rede Câmara de Vereadores SP
Apoie Siga-nos no

A Polícia Federal disse não ter visto indícios de que o vereador de São Paulo Fernando Holiday (Republicanos) tenha incitado os atos golpistas do 8 de Janeiro.

A informação, que consta no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi antecipada pelo G1 e confirmada por CartaCapital.

A investigação foi instalada após o magistrado acolher representação da bancada feminista da Câmara Municipal de São Paulo, que defendia a apuração com base em publicações de Holiday nas redes sociais sobre o resultado das eleições presidenciais e os atos antidemocráticos.

Para o delegado da PF Marcello Uchoa, que conduziu a apuração, porém, as postagens analisadas possuem apenas “tom crítico às instituições e aos seus representantes em suas falas”, sem qualquer “cunho incitatório” à invasão bolsonarista aos prédios dos Três Poderes em Brasília.

No caso de ofensas contidas nos posts, prosseguiu Uchoa, a investigação precisa ser aberta a partir de manifestação da vítima ou do Ministério Público.

“Ou seja, não basta apenas a existência de uma possível ofensa, é necessário que haja uma manifestação formal da vítima ou do órgão ministerial para que o processo criminal seja instaurado”, escreveu.

A reportagem procurou o vereador Fernando Holiday para comentar o caso, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo