Política

PF confirma novo suspeito de ataque a Bolsonaro; primeiro está preso

Segundo detido prestou depoimento e foi liberado em seguida. Adélio Bispo de Oliveira foi indiciado com base na Lei de Segurança Nacional e está em um centro de detenção provisória

Bolsonaro durante campanha em Juiz de Fora, MG, pouco antes de ser atacado
Bolsonaro durante campanha em Juiz de Fora, MG, pouco antes de ser atacado
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A Polícia Federal confirmou na manhã desta sexta-feira 7 que há um segundo suspeito de ter participado da agressão ao candidato à Presidências pelo PSL, Jair Bolsonaro, na tarde de quinta-feira,6, em Juiz de fora, Minas Gerais.

O novo suspeito foi detido na noite de ontem e conduzido a delegacia onde prestou depoimento e, em seguida, foi liberado. A PF informou que as investigações sobre essa pessoa, cujo o nome não foi informado, vão continuar durante o todo o trabalho dos policiais.

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Adélio Bispo de Oliveira, detido em flagrante logo após o ataque é considerado autor material do crime e permanece preso. Ele passou a noite na delegacia da PF, onde foi ouvidos pelos agentes de segurança e indiciado com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.

De acordo com a lei, a pena é de três a dez anos de prisão. No entanto, se o caso for classificado como lesões corporais graves, a pena sobe, podendo chegar a 20 anos de reclusão.

Hoje pela manhã, Oliveira foi transferido para um centro de detenção provisória de Juiz de Fora. Ele deve passar ainda hoje por uma audiência de custódia da Justiça Federal de MG, que também determinará se o indiciamento seguirá sendo baseada na Lei de Segurança Nacional se manterá.

A assessoria de imprensa da PF não soube responder se Oliveira passou por avaliação de um psicólogo ou psiquiatra, mas disse que foi examinado no Instituo Médico Legal.

Oliveira tem 40 anos e  tem passagem policial por lesão corporal, segundo a Polícia Militar mineira. Ele também foi filiado ao Psol entre 2007 e 2014. 

Em nota, o Psol afirmou que o fato de o suspeito ter sido parte dos apoiadores do partido “não altera em nada o posicionamento do partido em relação ao inaceitável atentado sofrido por Jair Bolsonaro”. “Independente de ter tido um breve período de filiação ao PSOL, defendemos que o responsável responda por seus atos de acordo com a lei”, informou.

Ataque

Bolsonaro foi agredido com uma faca na tarde desta quinta-feira, 6, quando fazia caminhada nas ruas do centro de Juiz de Fora ao lado de militantes. Logo após a agressão o deputado foi levado para a Santa Casa de Misericórdia da cidade, onde foi submetido a cirurgia por conta de lesões no abdome e intestinos grosso e delgado.

Até o final da manhã de hoje o quadro dele era estável. O presidenciável foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Em Juiz de Fora, ele precisou fazer uma colostomia – procedimento cirúrgico que consiste na exteriorização no abdome de uma parte do intestino grosso para eliminação de fezes – e passou a noite na Unidade de Tratamento Intensivo da Santa Casa.

Os médico afirmaram que o candidato chegou em estado de choque ao hospital e com perda de sangue. A cirurgia durou cerca de duas horas e Bolsonaro recuperou rapidamente a consciência. Ontem a noite já estava bem e conversando com os filhos. A recuperação de pacientes que sofreram uma colostomia é de, no mínimo, 7 ou 10 dias. 

 *Com informações da Agência Brasil

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