Política

Pesquisa mostra Zema e Kalil na dianteira para o governo de Minas em 2022

O prefeito de Belo Horizonte também está no centro do jogo para a disputa presidencial; PT, Rede e PDT passaram por seu gabinete

Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Foto: Divulgação/Prefeitura de BH
Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Foto: Divulgação/Prefeitura de BH
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O Instituto Paraná Pesquisas divulgou, na manhã desta quarta-feira 24, um levantamento sobre a perspectiva eleitoral para o governo de Minas Gerais em 2022. Embora faltem vinte meses para a disputa nas urnas, as negociações (assim como as pesquisas) estão a todo vapor.

O atual governador Romeu Zema, do Novo aparece na dianteira em todos os cenários, seguido pelo prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil , do PSD.

Na estimulada, Zema aparece com 43,8%, Kalil em segundo com 23,5% e bem atrás, com 5,5%, o deputado federal André Janones (Avante), expoente da defesa do auxílio emergencial no Congresso. Na sequência, surgem o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), com 4,4%, o petista Patrus Ananias (2,6%) e a psolista Áurea Carolina (2,5%).

O ex-ministro do Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (PSL) e o deputado federal Paulo Abi Ackel (PSDB) aparecem com 1%.

Não sabe/não respondeu 6% e brancos ou nulos 9,2%.

Em dois cenários sem o prefeito Alexandre Kalil, Zema venceria com folga, incluindo um primeiro turno com mais de 51% dos votos.

Antessala para a corrida presidencial

Chama atenção a posição de Kalil. Minas Gerais é considerado um dos estados mais heterogêneos do País e possui 853 municípios. A 15 meses da disputa eleitoral, não é trivial que o prefeito da capital tenha essa capilaridade. Desde a redemocratização, aliás, não há disputa presidencial que não passe por lá. Não espanta, portanto, que o gabinete do prefeito tenha se tornado foco de “peregrinação” nos últimos meses.

Na quinta-feira 25, quem visita é Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Presidência, acompanhando da presidenta do partido Gleisi Hoffmann e do ex-ministro Luiz Dulci. eles pretendem começar a cosntruir, se não um apoio formal, ao menos uma aliança para a disputa de 2022.

A iniciativa partiu da frente majoritária do partido e tem como objetivo garantir um palanque para o petista na capital. A agenda antibolsonarista também vai ser usada como forma de aproximação com o prefeito.

 

Nas últimas eleições, o PT fez apenas 29 prefeitos em Minas Gerais e viu os votos na capital minguarem nos últimos anos. Já o PSD de Kalil e Kassab saiu vitorioso das eleições municipais como a legenda que irá governar as cidades com maior número de habitantes do estado, somando 4,5 milhões de pessoas.

Há quinze dias, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e Mário Heringer, deputado federal pedetista foram até Kalil iniciar as conversas para um apoio a Ciro Gomes. Marina Silva (Rede) também esteve em Belo Horizonte conversar com o prefeito.

Também passou pelo prefeito mineiro a negociação para a indicação de Rodrigo Pacheco à Presidência do Senado. Segundo fontes, teria sido fechado o seguinte acordo: o PSD de Kassab apoiaria Pacheco. Em troca, ele deixaria o caminho livre para o PSD, podendo ser o candidato o próprio Kalil, Carlos Viana ou Antonio Anastasia.

Ana Flávia Gussen

Ana Flávia Gussen Repórter da revista CartaCapital

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