Economia

Peso da economia pode alterar resultado no segundo turno, diz pesquisa

‘A tendência é termos o povo vacinado e uma diminuição na preocupação com a questão da saúde. A chave de Bolsonaro está na economia’

Peso da economia pode alterar resultado no segundo turno, diz pesquisa
Peso da economia pode alterar resultado no segundo turno, diz pesquisa
Foto: EVARISTO SA / AFP
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Pesquisa da Genial Investimentos com a Quaest, divulgada nesta quarta-feira 7, mostra que, para 24% dos brasileiros, o principal problema do País é a pandemia, seguida pela ausência de bom atendimento na saúde (17%), desemprego (16%) e corrupção (11%). A

De acordo com o levantamento, 38% dos consultados estão otimistas em relação à economia nos próximos meses. Outros 37% não acreditam em mudança e 22% estão pessimistas.

Em relação ao desemprego, 41% não acham que a abertura de novas vagas será retomada – vale lembrar que o Brasil alcançou 14,8 milhões de desempregados neste ano -, mas outros 56% acreditam que possa haver alguma melhora. A pesquisa ainda revela que, para 64% dos brasileiros, a inflação não será controlada.

O levantamento também avaliou o peso da economia na escolha eleitoral no segundo turno da campanha de 2022, levando em conta os nomes do ex-presidente Lula e do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro fica na dianteira com 53% apenas caso a economia de fato melhore, com uma diferença muito pequena quanto a Lula, que receberia votos de 39% nesse cenário.

Nos outros dois cenários, Lula vence com 59% entre os nem otimistas e nem pessimistas quanto à economia e vence com 70% no segundo turno caso a economia piore.

“A tendência é termos o povo vacinado e uma diminuição na preocupação do brasileiro com a questão da saúde. A chave de Bolsonaro está na economia. Hoje, 38% estão otimistas e acham que vai ter essa melhora. Quando você vira isso para intenção de voto, Bolsonaro ganha em segundo turno entre os otimistas quanto à economia”, diz Felipe Nunes, CEO da Quaest.

A coleta foi feita entre 1 a 4 de julho, com 1500 pessoas em 27 estados, presencialmente e usando tablets com georreferenciamento. A margem de erro de 3 pontos percentuais e o índice de confiabilidade de 95%.

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