Política

Persio Arida, um dos criadores do Plano Real, declara voto em Lula contra Bolsonaro

Segundo o economista, ‘a principal razão é contribuir com a defesa da democracia’

Persio Arida, um dos criadores do Plano Real, declara voto em Lula contra Bolsonaro
Persio Arida, um dos criadores do Plano Real, declara voto em Lula contra Bolsonaro
Persio Arida/Divulgação
Apoie Siga-nos no

O economista Persio Arida, ex-presidente do Banco Central e do BNDES e um dos responsáveis pelo Plano Real, anunciou que votará em Lula (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), a ser disputado em 30 de outubro.

À Folha de S.Paulo, ele declarou que “a principal razão é contribuir com a defesa da democracia, que é o nosso bem maior”. Avaliou ainda que Bolsonaro “é um risco à estabilidade institucional e ao equilíbrio dos Poderes”.

Outros motivos, segundo Arida, envolvem o desempenho “muito ruim” na economia, setor em que o ex-capitão “não entregou o que prometeu”, como “abertura de mercado”, “reforma tributária” e “privatizações”. A preocupação com o meio ambiente também justifica o voto em Lula, de acordo com ele.

“Não existe, na minha opinião, uma justificativa para a permanência de Bolsonaro no poder”, avaliou o economista.

André Lara Resende, também um dos pais do Plano Real, havia declarado apoio a Lula já no primeiro turno, como uma “tentativa de voltar o Brasil à normalidade democrática, ao seu papel importante na cena internacional, em relação à questão ambiental, de reintegração nos mercados internacionais, de revisão das finanças internacionais”.

Na última terça 4, o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, afirmou ter abandonado a ideia de votar nulo e divulgou seu apoio a Lula no segundo turno.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo