Política
Pela 1ª vez estamos ‘perseguindo os magnatas da corrupção’, diz Lula sobre o Master
Banco está no centro de investigações que apontam para a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes
O presidente Lula (PT) voltou a citar, nesta segunda-feira 9, as investigações sobre o Banco Master e disse ser a primeira vez que o Brasil está prendendo o que chamou de “magnatas da corrupção”. A declaração ocorreu durante cerimônia em que o governo federal anunciou investimentos em Mauá, na região metropolitana de São Paulo.
“Vocês estão vendo a nossa briga com o tal do Banco Master? Estão vendo a briga desse banco aí que deu um desfalque de quase 80 bilhões de reais? É a primeira vez, prestem atenção, é a primeira vez na história do Brasil que nós estamos perseguindo os magnatas da corrupção nesse País“, afirmou o petista.
“Não é prender o cara que está na favela ou matar ele, não. É prender aquele que está de terno e gravata roubando e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami”, disse.
Liquidado pelo Banco Central em novembro passado, o Master está no centro de investigações que apontam para a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes que, depois de vendidos a outro banco e passados pelo crivo do BC, eram substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.
Em seu pronunciamento, Lula também afirmou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tema. Segundo seu relato, o magnata norte-americano teria perguntado a ele se haveria interesse em combater o crime organizado.
“Eu falei, eu também quero. Você quer combater de verdade? Me entregue os bandidos brasileiros que estão lá. Nós pegamos 250 milhões de combustível contrabandeado em cinco navios. Sabe onde mora o cara? Em Miami. Sabe onde? Na melhor casa de Miami. Eu falei: ‘me entregue ele’. Vamos combater o crime organizado. Porque ou a gente acaba com a corrupção das classes poderosas nesse país, ou eles voltam a acabar com o povo brasileiro”, declarou o presidente.
Durante sua agenda na cidade paulista, Lula anunciou investimentos de quase 45 milhões de reais para viabilizar a construção de um novo instituto federal e aquisição de equipamentos e móveis para o espaço.
Além do petista, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Camilo Santana (Educação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Governo do RJ pede mais tempo para enviar imagens de megaoperação ao STF
Por Maiara Marinho
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, segundo nova pesquisa Real Time Big Data
Por CartaCapital



