PCO rejeita autocrítica por ‘expulsar’ o PSDB de manifestação: ‘É um aperitivo’

'Ninguém é obrigado a tolerar o PSDB. Isso daí é uma coisa podre. PSDB é um partido de repressores', disse Rui Costa Pimenta

Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária. Foto: Reprodução

Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária. Foto: Reprodução

Política

O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, afirmou que a legenda não fará autocrítica sobre o episódio de agressão aos militantes do PSDB em São Paulo, no sábado 3, durante protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a sigla, a expulsão dos tucanos do ato foi “apenas um aperitivo” diante da “dívida que o PSDB teria que saldar” com a população.

 

 

As declarações de Pimenta ocorreram em transmissão ao vivo nos canais do PCO na internet. O presidente do partido disse que a presença dos ativistas de direita era mínima no ato, porque a força desse campo político é baixa entre a população. Além disso, afirmou que não acredita que o PSDB seja, de fato, contrário a Bolsonaro.

“Era um pingadinho de gente. A ideia era botar esse pingadinho, vêm as câmeras de televisão e focalizam nesse pingadinho, ignora aquela maré humana vermelha, aí põe um vigarista desses para falar e mostra o PSDB, o PDT, os partidos de direita, o Cidadania, o Partido Verde como dirigindo a manifestação”, afirmou. “A verdade é que não conseguiram fazer essa operação fraudulenta.”

Visivelmente, há uma radicalização dos participantes na manifestação, com deslocamento à esquerda, e a “esmagadora maioria” do ato é contra a presença do PSDB, prosseguiu Pimenta.

A ideia de permitir que os tucanos discursem no palanque tem sido repudiada não só pelo PCO, mas por outros partidos, afirmou. Por outro lado, ele negou que o PCO tenha premeditado a expulsão dos tucanos.

“Não foi nenhum plano maquiavélico do PCO de ir lá e expulsar o PSDB da manifestação, mas nós não vamos condenar os nossos militantes por fazer isso, muito pelo contrário”, declarou. “Ninguém é obrigado a tolerar o PSDB. Isso daí é uma coisa podre. PSDB é um partido de repressores. Quem não lembra o que aconteceu com os professores em inúmeras oportunidades aqui? Para impor uma política de arrocho e de fome, a PM saía para reprimir a greve. A PM do PSDB mata a população pobre e negra como se nem fosse gente.”

Pimenta também rejeitou a ideia de que o ato dos militantes do PCO tenha sido uma “selvageria” e disse que petistas também estavam no episódio.

“Fazer o que foi feito com o PSDB pelos militantes, não só do PCO, mas tinha gente de outros partidos, do PT também, é um aperitivo perto da dívida que eles têm que saldar com o povo brasileiro. Pode defender o PSDB quem quiser ser canalha. Esse é um partido indefensável.”

 

Se alguém está esperando que a gente faça uma autocrítica sobre o entrevero com o PSDB, pode esperar sentado pela eternidade, porque não vamos fazer autocrítica nenhuma.

 

Nas redes sociais, o PSDB publicou no sábado 3 uma foto de uma bandeira do partido queimada e atribuiu a toda a esquerda o ato de agressão. “O diálogo da esquerda!”, queixou-se a sigla tucana. Em nota, o presidente do diretório paulistano do PSDB, Fernando Alfredo, disse que a legenda seguirá presente nos atos.

“Não vamos nos acovardar, a rua é nossa e o país também. Vamos retomar o Brasil”, escreveu.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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