Política

Pazuello foi alertado sobre falta de remédios para UTIs e necessidade de isolamento

Técnicos avisaram o ministro de risco de prolongar epidemia no País por 2 anos, além do excesso de cloroquina e da falta de outros insumos

Pazuello foi alertado sobre falta de remédios para UTIs e necessidade de isolamento
Pazuello foi alertado sobre falta de remédios para UTIs e necessidade de isolamento
(Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)
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Uma série de documentos divulgados pela imprensa na noite de quinta-feira 23 mostraram que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi alertado sobre os riscos do não isolamento social e da falta de insumos médicos para o combate ao coronavírus – número que foi escondido por escolha do Ministério.

Os avisos constam em atas do Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) após uma reunião entre os técnicos do ministério no dia 25 de maio.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Entre as recomendações escritas pelos profissionais para o ministro, estava que “toda pesquisa leva a acreditar que o distanciamento social é favorável para a população e o retorno da economia mais rápido”. Sem essa medida, o Brasil poderia levar até dois anos para superar de vez a pandemia de coronavírus.

Apesar do principal argumento do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores ser o da reabertura econômica, o COE alertou que, sem as medidas de distanciamento, a covid-19 se propagaria a ponto de “[esgotar] UTIs, os picos vão aumentar descontroladamente, levando insegurança à população que vai se recolher mesmo com tudo funcionando, o que geraria um desgaste maior ou igual ao isolamento na economia”.

Já em outro trecho do relatório divulgado pelo jornal O Globo, Pazuello é alertado da quantidade estocada de hidroxicloroquina e, em contrapartida, da falta de medicamentos utilizados na internação de pacientes graves com covid-19. A orientação do Ministério, nesse caso, foi de omitir os dados oficiais do público.

A ata ainda registra o questionamento sobre o que fazer com cerca de 1,45 milhão de doses do medicamento que os governadores queriam devolver para o Ministério. Na época, o Brasil tinha mais de 4 milhões de doses estocadas, diz o documento.

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