Política

Paulo Marinho é autorizado a depor no inquérito de Bolsonaro

Depoimento do empresário está previsto para terça-feira 26; chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro também foi convocado

Paulo Marinho é autorizado a depor no inquérito de Bolsonaro
Paulo Marinho é autorizado a depor no inquérito de Bolsonaro
O empresário Paulo Marinho na CPMI das Fake News. Foto: Lula Marques
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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o depoimento do empresário Paulo Marinho no âmbito do inquérito sobre a suposta tentativa de interferência política pelo presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

O depoimento está previsto para terça-feira 26, às 9 da manhã, na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Também foi convocado o chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Miguel Ângelo Braga Grillo, que deve ser ouvido na quarta-feira 27.

Será o terceiro depoimento de Paulo Marinho, após afirmar ao jornal Folha de S. Paulo que Flávio Bolsonaro recebeu informação vazada da Polícia Federal sobre abertura de investigação relacionada ao ex-assessor Fabrício Queiroz, a Operação Furna da Onça.

O inquérito sobre Bolsonaro foi aberto no STF em 27 de abril, por autorização de Celso de Mello. O objetivo é apurar as acusações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que alimentam a hipótese de crime de responsabilidade por parte do presidente da República, conforme mostrou CartaCapital.

 

Na sexta-feira 23, Celso de Mello liberou o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, apontado por Moro como prova de que Bolsonaro explicitou verbalmente sua tentativa de interferência política na PF. A divulgação das imagens abre uma nova fase no inquérito sobre Bolsonaro.

Para parlamentares da oposição, o vídeo comprova a tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal e justifica a abertura de um processo de impeachment.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) cita como prova a frase de Bolsonaro: “Eu não vou esperar f* a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha. Vai trocar”.

“Isso é uma confissão”, escreveu Randolfe Rodrigues, nas redes sociais. “Senhor presidente Rodrigo Maia, não há motivos para não aceitar nosso pedido de impeachment! Abra o processo!”, completou.

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